quinta-feira, 3 de abril de 2014

"Durão, Constâncio e o BPN"

João Miguel Tavares, PÚBLICO, 03.Abril.2014

[…] E, vai daí, decidiu responder ao que não lhe perguntaram com uma frase assassina – “Eu, quando era primeiro-ministro, chamei três vezes o Vítor Constâncio a São Bento, para saber se aquilo que se dizia do BPN era verdade”. Com três tiros à queima-roupa no ex-governador do Banco de Portugal, é muito difícil invocar homicídio involuntário.

Talvez nunca venhamos a saber por que é que Durão Barroso se lembrou de nos informar agora que, afinal, o assunto BPN já era motivo de preocupação para o Governo algures no intervalo 2002-2004, quando ele foi primeiro-ministro. Nestas coisas da política, nós, peixinhos pequenos, raramente chegamos a saber o que é que o cherne está a planear. […]

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