domingo, 12 de maio de 2013

Ascensão na Chamusca 3 -- Taverna do Areal

Almoçámos todos os dias na Taverna do Areal, 
restaurante típico que fica perto de nossa casa.

A localização do restaurante está indicada junto a uma árvore lindíssima.

Entrada da Taverna do Areal...

... e uma vista parcial do interior.

A dona do restaurante, a simpática Ana, e o seu filho.

Ascensão na Chamusca 2 -- Entrada de toiros

A entrada de toiros na 5.ª feira de Ascensão é uma tradição chamusquense.

 Esta é a T-shirt do Bernardo Salgado Emídio...

As ruas transversais são fechadas com máquinas agrícolas.
A senhora virá mais tarde, que a entrada estava atrasada. 

 A guarda de honra junto ao curro improvisado,
com os campinos de um lado e os cavaleiros do outro.

 Estes são os campinos que aguardavam a largada dos toiros.

Aí vêm eles! 

Aí vão eles... rua principal acima em direcção à praça de toiros. 

Campinos controlando a retaguarda... 

... seguidos pelo cortejo de cavaleiros.

sábado, 11 de maio de 2013

Ascensão na Chamusca 1 -- A espiga

 A manhã de 5.ª feira surgiu com uma chuva miudinha, 
nada propícia para ir apanhar a espiga ao campo.

 Uma senhora vinda da Golegã resolveu o problema a troco de 2 euros...

 ... e fomos exibir a espiga para o Parque Municipal...

... antes de a colocar atrás do portão, como manda a tradiçao.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Vou apanhar a espiga ao Ribatejo

Na Chamusca apanha-se a espiga pela Ascensão. 
É para lá que vou hoje. Espero ter o meu quinhão.


Foto retirada daqui.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O calculador de bolso na escola

Como este tema volta agora a dar que falar, parece fazer sentido repescar um meu artigo publicado na revista Chamusca Ilustrada em Agosto de 1980.

É quase certo que em muitas escolas primárias continua, e continuará, a ouvir-se a lengalenga da petizada, qual coro afinado: dois vezes um, dois; dois vezes dois, quatro; dois vezes três, seis... Trata-se de uma forma de memorizar a tabuada – nomeadamente a da multiplicação, que é a base do cálculo – a que estamos ainda muito arreigados. Outras formas há modernamente mais atraentes para os alu­nos, em particular quando envolvem a exploração de noções mais ou menos intuitivas e/ou fazem ape­lo a métodos audiovisuais. E no futuro como será? Que novos utensílios poderão ser empregados em com­plemento do ensino? Um, pelo menos, se perfila no horizonte.

É sabido que muitos alunos, mesmo a nível do ensino primário, começam a ter acesso a pequenas máquinas de calcular – os chamados calculadores de bolso – que eles manipulam com inegável satis­fação. A utilização generalizada das pequenas máquinas de calcular, que têm vindo a infiltrar-se de forma crescente desde 1972 nas escolas, nos liceus, na universidade, na vida quotidiana de pessoas com actividades extremamente diferenciadas, levanta um problema pedagógico, mas não só, de grande interesse e actualidade.

Que papel estará reservado aos calculadores de bolso no âmbito do ensino, nomeadamente no ensi­no da matemática? Deve-se deixar ou não que os alunos se sirvam de calculadores de bolso? No caso afirmativo, a partir de que nível? Provavelmente, como advogam alguns especialistas, a partir da altura em que as bases fundamentais do cálculo estejam inequivocamente assimiladas.

Fixado esse nível, e a ser introduzido o calculador de bolso na escola, quem o pagaria? A escola ou os pais dos alunos? Decerto a escola, porque, no caso contrário, o calculador de bolso constituiria mais um instrumento de discriminação social, já que os alunos com mais haveres ficariam beneficiados.

Como se entrevê, o problema é de índole pedagógica, mas também envolve aspectos de natureza económica. É certamente por esta razão que, oficialmente, os calculadores de bolso continuam a ser “ignorados”, mesmo em níveis de ensino onde seguramente não haveria motivos pedagógicos válidos que se opusessem à sua adopção. Um exemplo: no cabeçalho de certos pontos de exame do Ano Pro­pedêutico de 1978/79, entre várias recomendações, podia ler-se: “Não é permitida a utilização de má­quinas de calcular”. Este ano não se explicitava a proibição, mas ela mantinha-se... Ora, ao nível do Ano Propedêutico, que dá acesso ao ensino superior, não se duvida que os alunos adquiriram já as noções básicas do cálculo! E cai-se nesta situação: em casa ou nas escolas não-oficiais onde se prepa­ram para estes exames, os alunos podem utilizar, e utilizam, os calculadores de bolso na resolução de exercícios, o que lhes facilita grandemente a tarefa na medida em que os alivia de cálculos fastidiosos e, simultaneamente, lhes permite consagrar mais tempo ao essencial, que é o raciocínio; entretanto, nos exames isso está-lhes vedado, e nem sempre os professores que preparam os pontos têm o cuidado de, sem prejuízo da finalidade das provas, conceber problemas que não façam consumir demasiado tempo em operações matemáticas cansativas. 

É esta, pois, uma questão em aberto, que rapidamente virá a ganhar maior acuidade no futuro imediato, por razões que facilmente se adivinham. A nível universitário, a maior parte dos professores não se opõe à utilização das máquinas de calcular – neste caso, pertença dos alunos – antes a incentiva. Os calculadores de bolso, programáveis ou não, tal como os computadores, fazem já parte do nosso dia-a-dia, portanto é recomendável que os jovens aprendam a utilizá-los o mais cedo possível. Há apenas que definir o limiar, o ponto de partida.

Em vários países, como os Estados Unidos, a França e a Suécia, a maioria dos professores de matemática é favorável à introdução dos calculadores de bolso em turmas dos anos terminais do ensino secundário. Em Portugal, isso poderia verificar-se eventualmente a partir do actual 10.º ano de escolaridade. É um facto que a questão é relativamente complexa nas suas implicações, que carece de estudo, mas urge iniciá-lo. Não se poderá, por muito mais tempo, “passar ao lado” de uma realidade marcante da época em que vivemos.

sábado, 4 de maio de 2013

Pior do que há dois anos...


«[…] Há dois anos, o ministro das Finanças de Sócrates, para impor o resgate externo, mandou o recado para os jornais de que não havia dinheiro para salários e pensões. Esta semana, o primeiro-ministro, Passos Coelho, veio dizer o mesmo: ou prosseguimos as políticas que ele propõe, ou não há dinheiro para salários e pensões. Descontando o elemento chantagista do argumento, que é igual há dois anos e hoje, o que podemos concluir é que nada foi adquirido e que estamos na mesma, vivemos a um mês de não ter dinheiro para salários e pensões.

Se se aceita a veracidade do argumento, a pergunta a fazer é que significado teve o sacrifício dos portugueses nestes dois anos, em que cada pacote de austeridade foi sempre apresentado como último, para ser logo a seguir anunciado um novo, quando o Governo não conseguia os resultados que pretendia com o anterior. Em finais de 2011, Passos Coelho, quando questionado sobre se bastava o corte de meio subsídio de Natal, respondeu que sim. Logo a seguir, quando do anúncio do fim dos subsídios de Natal e de férias, quando questionado sobre se era suficiente, respondeu que sim. Em 2012, quando subiram os impostos, questionado sobre se chegava, Passos Coelho respondeu que sim. Em 2012, quando anunciada a subida da TSU, questionado sobre se essa medida seria eficaz, Passos Coelho respondeu que sim. Em 2012, quando se anunciou o “enorme aumento de impostos”, que seria apenas para 2013, Passos Coelho garantiu que sim. Em 2012 e 2013, quando começou a falar da “refundação do Estado” e dos quatro mil milhões, questionado sobre se isso resolvia o problema de adequar o financiamento do Estado aos recursos que os “portugueses estariam dispostos a pagar”, Passos Coelho respondeu que sim, esta reforma era “estrutural” e por isso fechava o “problema”.

A cada pacote de austeridade foi sempre pedido mais do que no pacote anterior e todas as medidas estão a ser cumulativas, e as que eram provisórias para 2011, 2012, ou 2013 continuam em aplicação para 2014, 2015, 2016, 2017, e algumas o ministro das Finanças aponta para 2020-2030. De medidas destinadas a resolver a situação de emergência de 2011-2014, passaram a medidas para uma geração ou duas. Qualquer pessoa que tenha uma mínima ideia do que é uma democracia percebe que isto é errado, ilusório, mágico, milagroso, ou melhor ainda, um completo disparate. […]»

José Pacheco Pereira
Pior do que há dois anos – primeiro acto
PÚBLICO, 04.Maio.2013 (p.52)

Pedir um termo de responsabilidade às crianças?!


As escolas estão a receber orientações para obrigar os alunos do 4.º ano a assinarem um "termo de responsabilidade" onde se comprometem a não utilizar telemóveis nos exames.

O MEC explicou que a declaração está prevista nas normas de realização dos exames do ensino básico, e quem for detectado com um telemóvel, terá a prova anulada pelo director da escola, o que poderá ditar a retenção do aluno nesse ano de escolaridade. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

25 de Abril sempre

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«No passado dia 24 de Abril os alunos da Escola Básica e as crianças do Pré-Escolar do Vimeiro comemoraram a Revolução dos Cravos, no Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro.

Os alunos puderam ver um PowerPoint realizado pela educadora Helena Martinho, que nos honrou com uma contextualização da revolução, assim como o seu testemunho, dado que, em 1974, tinha 10 anos e lembra-se da agitação do memorável dia.

Os alunos também viram uma curta-metragem, filmada durante a Revolução dos Cravos. Conheceram Zeca Afonso, a partir das suas músicas, as quais foram usadas como senhas na revolução.

Tivemos a sorte de os avós da Salomé, criança do Pré-Escolar, terem vindo dar o seu testemunho, pois estavam a morar em Lisboa na altura e, contrariamente às ordens dadas pelos militares naquele dia, saíram à rua e também os seus corações batiam pela ansiada liberdade.

No final das atividades, a Junta de Freguesia presenteou a todos com uns belos cravos vermelhos.

A frase “25 de abril sempre" foi gritada pelos alunos aos quatro ventos, desde o Centro de Interpretação até à Escola. Um dia inesquecível.»

Filipa Alexandre
http://moodle.aedlv.org/ (01.Maio.2013)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ai Silvina, ai Silvininha

Ai Silvina, Silvininha 
é um inédito de Alain Oulman
com poema de António Gedeão
cantado por Camané - “O Melhor / 1995-2013”




Lindos olhos tem Silvina,
lindas mãos Silvina tem,
e a cintura de Silvina
é fina como o azevém.
Em Silvina tudo exala
um cheiro de coisa fina,
mas o que a nada se iguala
é a fala de Silvina.

A doce voz de Silvina
é como um colchão de penas,
é um fio de glicerina,
um vapor de águas serenas.

― Porque não cantas, Silvina?
Se a tua voz é tão doce
talvez cantada que fosse
mais doce que a glicerina.
Porque não cantas, Silvina?

― Não me apetece cantar
e muito menos para ti.
Eu sou nova, tu és velho,
já não és homem para mim.

― Não me tentes, Silvininha,
que eu já não te olho a direito.
Sou como um ladrão escondido
na azinhaga do teu peito.

― A azinhaga do meu peito
corre entre duas colinas.
O ladrão do meu amor
tem pé leve e pernas finas.

― Canta, canta, Silvininha,
uma canção só para mim.
Dar-te-ei um lençol de estrelas,
uma enxerga de alecrim.

― Deixa o teu corpo estendido
à terra que o há-de comer.
A tua cama é de pinho,
teus lençóis de entristecer.


― Canta, canta, Silvininha,
como se fosse para mim.
Dar-te-ei um escorpião de oiro
com um aguilhão de marfim.

― Não quero o teu escorpião,
nem de ouro nem de prata.
Quero o meu amor trigueiro
que é firme e não se desata.


― Pois não cantes, Silvininha,
se é essa a tua vontade.
Canto eu, mesmo assim velho,
que o cantar não tem idade.

Hás-de tu ser morta e fria,
cem anos se passarão,
já de ti ninguém se lembra
nem de quem te pôs a mão.

Mas sempre há-de haver quem cante
os versos desta canção:
Ai Silvina, ai Silvininha,
Amor do meu coração.

António Gedeão         
Máquina de fogo / 1961

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1.º de Maio (manhã) -- Passeio no meu Bairro

 Alameda D. Afonso Henriques (Lisboa), com Fonte Luminosa ao fundo

 Corrida do 1.º de Maio, Av. Almirante Reis acima

 Tasquinhas e petiscos

 Parque infantil, com torres do IST ao fundo

 Convívio e venda de produtos regionais

Regresso a casa

Dia do Trabalhador


segunda-feira, 29 de abril de 2013

… porque os velhos não querem morrer


«José Cunha Rodrigues, ex-Procurador-Geral da República e ex-Juiz do Tribunal de Justiça da União Europeia, foi entrevistado, a vinte deste mês, por António José Teixeira no programa A Propósito da SIC. 


Nessa entrevista, num determinado momento, para explicar melhor o "pensamento societal" que tomou conta do pensamento colectivo, contou um episódio singelo de que tinha tido conhecimento: uma professora pediu aos seus meninos para dizerem o que, no seu entender, justifica a crise de que toda a gente fala.

Um dos meninos respondeu: "porque os velhos não querem morrer".

O menino, na sua inocência, deu tal resposta como poderia ter dado outra resposta qualquer que pairasse no ar, mas, insinuando-se esta de modo forte, ele não podia deixar de a apreender; depurou-a dos artifícios de que os adultos se socorrem para ficarem sempre bem vistos e verbalizou-a, certamente, num sorriso.

Dizem os psicólogos sociais que uma boa forma de aferir estereótipos é inquirir crianças porque, sem terem aprimorado a filtragem da desejabilidade social, captam-nos e reproduzem-nos na sua forma mais genuína.

Devem, por isso, as suas respostas fazer-nos pensar naquilo que, como adultos, pensamos.»



Post de Helena Damião 
no blogue De Rerum Natura (28.Abril.2013, ver aqui)
(Helena Damião é professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação 
da Universidade de Coimbra). 







Este post fez-me lembrar o impressionante artigo de José Vítor Malheiros “O sonho de Pedro Passos Coelho” publicado no jornal PÚBLICO em 11.Set.2012, que pode ser lido no blogue Versaletes do próprio autor (ver aqui).

domingo, 28 de abril de 2013

Calendário do Programa Comenius (UE)

No âmbito do programa Comenius, que reúne escolas de oito países europeus, foi produzido um calendário para este ano (cf. aqui)
A capa seleccionada baseia-se num objecto virtual da autoria de Teresa Martinho Marques (cf. aqui e aqui).

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Visita da "embaixada" Comenius ao Jardim de Infância do Vimeiro
(30.Janeiro.2013) guiada pela Educadora Helena Martinho

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sempre a descer

«(…) o interesse dos portugueses no comentário de Sócrates tem vindo sempre a descer. O ex-primeiro-ministro estreou-se com 978 mil espectadores e na última semana só teve 489 mil – tornando-se no menos visto dos comentadores.» Semanário SOL, 26.Abril.2013 (p.28)

Estes resultados estão em consonância com o que foi dito aqui: Uma pessoa não muda só porque esteve dois anos em Paris, supostamente a estudar filosofia. A sua “narrativa” é uma velha e conhecida história de autojustificação do interessado. Só converte os já crentes.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

“O dia inicial inteiro e limpo” (Sophia)

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O Adalberto (tio Berto) esteve dois anos na guerra (Guiné). 
Era de lá que enviava aerogramas aos sobrinhos (ver aqui).


Conversa entre o Pe. Alberto e a Isabel
RTP1 - Set.1979
(…) «se não tivesse havido o 25 de Abril, o meu irmão, que tem agora dezoito anos, iria para a guerra». (…)

(cf. aqui)

terça-feira, 23 de abril de 2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O senhor comentador


Quando se soube que José Sócrates iria fazer comentário político na televisão pública, surgiram duas petições de sinal contrário. É compreensível a bipolarização, dado que o ex-líder do PS tem uma personalidade e um passado que despertam reacções de amor-ódio.
Na petição “Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP”, dirigida em particular aos deputados da Assembleia da República e ao presidente da RTP, os cidadãos subscritores diziam, no essencial, que José Sócrates não devia ter qualquer programa numa empresa que é paga com o dinheiro dos contribuintes, os quais estão a sofrer com o resultado da sua gestão danosa enquanto primeiro-ministro.
Por sua vez, na petição “A favor da presença de Sócrates na RTP”, dirigida à Assembleia da República, os cidadãos subscritores entendiam basicamente que o balanço da sua governação depende da avaliação de cada um e que se deve respeitar o princípio do contraditório para defesa quer das opções tomadas quer do bom nome, neste caso face aos ataques do actual Governo para encobrir o seu próprio falhanço.  
Embora inicialmente me sentisse tentado a subscrever a petição “contra”, não a assinei. É que me pareceu completamente inútil dirigi-la aos deputados da Assembleia da República. Aliás, as petições talvez nem tivessem razão de existir se quem teve a responsabilidade do convite o assumisse e explicasse oportunamente. Entretanto, o presidente da RTP já veio dizer que o programa é “serviço público” e susceptível de melhorar as audiências… Ficámos esclarecidos.   
Antecipei que o programa de José Sócrates não me iria trazer nada de novo. Isso mesmo confirmei na entrevista dada à RTP1 a 28 de Março, para o que me bastaram apenas os primeiros quinze minutos. Uma pessoa não muda só porque esteve dois anos em Paris, supostamente a estudar filosofia. A sua “narrativa” é uma velha e conhecida história de autojustificação do interessado. Só converte os já crentes.
Vem a propósito recordar uma passagem do artigo “O tempo de Sócrates acabou”, da autoria de Esther Mucznik, aparecido no PÚBLICO em 19.Maio.2011: «Muito se tem falado sobre o “profissionalismo” de Sócrates, do seu virtuosismo mediático, de conseguir falar apenas do que lhe interessa, de encostar os adversários à parede, etc., etc. Provavelmente, neste tipo de coisas, será rei. Mas é precisamente o tipo de político de que Portugal não precisa: não precisamos de quem negue e mascare a realidade em permanência, de quem escamoteie as suas responsabilidades, de quem seja um ás na culpabilização dos outros. Pode haver quem considere esta actuação como o expoente máximo da sabedoria política. Eu vejo-a como um miserável manobrismo de um homem cujo ego lhe subiu tanto à cabeça que deixou de ver o país.»

Nota - Texto escrito em 05.Abril.2013 para uma finalidade que não chegou a concretizar-se.

A caminho da missa do 7.º dia?

PÚBLICO / Bartoon
17.Abril.2013


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sábado, 13 de abril de 2013

Nevoeiro de Abril

Hoje a manhã acordou assim em Lisboa. 
Ai esta Primavera portuguesa que tarda tanto em chegar!...

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