sábado, 21 de maio de 2016

António Costa: 2017 será “o ano de papel zero”...

... na administração pública portuguesa!



José Pacheco Pereira
[...] Ele quer acabar com o papel, acabar com as impressoras, deixar uma solitária impressora em cada repartição (e uma gloriosa fila de gente à espera da certidão…), e poupar, diz ele, trinta milhões de euros. Nosso Senhor Santo Cristo, o homem é um perigo público e não sabe o que está a dizer, porque, que o possa fazer, é ainda menos provável do que ver uma vaca voar. [...]

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ainda os contratos: é preciso que a gaita assobie...

Os-contratos-de-associação-o-Presidente-o-Cardeal-e-já-agora-o-Papa
Santana Castilho
 [...] O padre Manuel Barbosa, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, mostrou-se preocupado com a revisão dos contratos de associação e apelou à luta contra a medida que, segundo ele (mal informado) poderá significar o despedimento de 4.000 docentes. Idêntica preocupação, pelo mesmo motivo, exprimiu o Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente. Estranho não ter ouvido (admito que tenha sido distracção minha) nem um nem outro pronunciarem-se quando medidas do anterior Governo atiraram para o desemprego 28.000 professores do ensino público. Mas estranho mais que D. Manuel Clemente tenha amputado a dimensão espiritual da solidariedade quando afirmou que “solidariedade sem subsidiariedade, não o é de facto” ou, como diria qualquer laico menos erudito, “honraria sem comedoria é gaita que não assobia”. [...]

terça-feira, 17 de maio de 2016

O meu Bairro – Restaurante Prato Cheio


A rua António Pereira Carrilho (Lisboa, Arroios) tem vários restaurantes de bairro entre o Largo do Leão e a rua Alves Torgo. Por razões de natureza pessoal que não vem ao caso detalhar, só ultimamente fiquei a conhecer melhor o restaurante Prato Cheio. É certo que entrava aqui regularmente, desde há vários anos, sobretudo para a entrega semanal de uma aposta no Euromilhões, mas (e este é o ponto que interessa) não conhecia a cozinha...


Como a vida é feita de acasos, recentemente eu e a Piedade passámos por lá, entrámos e ficámos clientes. Atraiu-nos a qualidade, a variedade e o preço dos "pratinhos", o sossego da sala à hora de almoço e a simpatia pessoal de quem nos recebe.
O Prato Cheio tem pessoas e um passado por detrás, mas o melhor é deixar que seja a Paula Antunes a contar a história... de que ela é actualmente a protagonistas principal:

Maria de Lurdes Antunes e Libânio Antunes
«O meu Pai (Libânio Antunes) e a minha Mãe (Maria de Lurdes Antunes) tomaram conta da empresa em 1965.
A minha irmã mais velha (Ana Margarida Antunes) era pequenita e durante uns tempos até brincava aqui, dentro de um grande caixote de madeira.

Paula e Ana M. Antunes à porta do restaurante em 1976

Carlos Abreu e Paula Antunes

O Carlos Abreu juntou-se-nos em 1970.
Em 2001 a minha Mãe faleceu e poucos meses depois o meu Pai afastou-se um pouco do Prato Cheio, deixando o Carlos e outro empregado, que também já cá estava há muitos anos, encarregados de prosseguir com o negócio.
Entretanto, eu, que desde muito pequena ajudava aqui, primeiro por brincadeira e mais tarde mais a sério, percebi que deveria tentar continuar o negócio da família.
Tentei adaptar a forma de atendimento e algumas receitas aos tempos mais modernos e à procura dos clientes da zona.
Fizemos umas remodelações e eu, com a experiência e os conselhos do meu Pai, avancei para a continuação desta aventura. Foi em Agosto de 2008.
O meu Pai faleceu em Dezembro de 2012 e, desde então, todos os dias que venho trabalhar é nele e na minha Mãe que penso, no orgulho que gostava que tivessem de mim, apesar de todas as dificuldades que alguém com este tipo de negócio tem de enfrentar nos dias de hoje.»