quarta-feira, 10 de maio de 2017

Parece que cheira a Watergate nos EUAmérica

Liliana Borges e Pedro Guerreiro (Público, 10.Maio.2017)

Tal como Nixon, Trump afastou o responsável por uma investigação de que é alvo. Em Washington, vem à memória o escândalo do Watergate, que não acabou bem para Nixon, o Presidente dos EUA de então.


Oficialmente, e de acordo com cartas prontamente divulgadas pela Casa Branca, o Presidente dos EUA despediu o director do FBI após uma recomendação do procurador-geral Jeff Sessions. O motivo apontado é uma suposta quebra de confiança em Comey pela forma como este geriu a investigação aos e-mails da candidata presidencial democrata Hillary Clinton (primeiro afirmou que a antiga secretária de Estado não deveria ser acusada de crime algum, depois incendiou a campanha eleitoral ao anunciar a reabertura do processo, a 11 dias da votação). No entanto, Trump beneficiou eleitoralmente da polémica gestão desse dossiê, que lesou a imagem da adversária, tendo até elogiado Comey, publicamente e por diversas vezes, pela condução do processo. “O que ele fez recuperou a sua reputação”, elogiava Trump à data. 

A canção dos irmãos Sobral vai à final


Depois de um interregno de um ano, Portugal voltou aos palcos da Eurovisão. Esta é das poucas vezes em que a canção de Portugal é uma das favoritas à conquista do primeiro lugar do festival.

Salvador foi o único intérprete que não cantou no palco principal mas sim num palco secundário, mais à frente, rodeado pelo público. Enquanto Salvador Sobral cantava, a plateia manteve-se silenciosa, bamboleando ao som de Amar pelos dois. À volta do palco, vários espectadores acenderam as lanternas dos seus telemóveis, fazendo lembrar pequenos pirilampos ou estrelas reluzentes. Para além desta singularidade, a balada que representa Portugal é a única canção desta primeira meia-final cuja letra não está em inglês.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Salvador Sobral canta hoje na Ucrânia

Portugal participa esta terça-feira no Festival Eurovisão da Canção. Salvador Sobral foi recebido em Kiev com entusiasmo (cf. vídeo).

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Emmanuel Macron é o novo presidente francês

Diogo Queiroz de Andrade (Editorial do Público)
Emmanuel Macron ganhou com um programa pró-europeu e assumiu no discurso de vitória que vai defender a União Europeia. Com isto, o euro subiu 10% e 26 líderes europeus suspiraram de alívio. Mas o trabalho difícil começa agora. 

domingo, 7 de maio de 2017

Dia da Mãe

Maria Emília Cardoso (minha Mãe) e 
Maria da Piedade Pinheiro (Mãe dos meus Filhos)

O riso das mães
Miguel Esteves Cardoso  
A minha mãe está sempre a voltar. Aparece-me mais vezes do que quando estava viva. Sinto-a a rir-se dentro de mim, a desafiar-me a lembrar-me dela: "Diz lá então o que é que diz esta mãe tão chata que não te deixa em paz?"
Antes de morrer ela confidenciou-me "as mães, por muito boas que sejam, acabam sempre por deixar mal os filhos". Em inglês: they always let you down. Senti-me imediatamente culpado: não estaria ela a falar nos filhos? Não somos nós que as desiludimos, num instantinho?
As mães não nos deixam ficar mal: não nos deixam. Por muito bem que estejamos elas voltam. Até voltam mais quando estamos bem e esquecemos as saudades que temos delas. Voltam para nos fazer rir, voltam para nos mostrar como, voltam para ver as coisas com os olhos delas.
Há um grande amor que se solta quando a presença física desaparece. Há um grande amor que espera por esse vazio para se mostrar. É como a voz dela dentro de mim: só comecei a ouvi-la no silêncio que caiu à minha volta quando ela se foi embora. Durante uns tempos — que nunca mais acabavam — doía-me que eu não pudesse falar com ela. Mas doía-me ainda mais ela não poder falar comigo.
Sim, não posso telefonar-lhe. Mas já não preciso. Ela fala comigo várias vezes por dia. Eu conto à Maria João, tal e qual tivesse acabado de falar com ela. Ela ajuda-me a rir, a perceber, a entregar-me.
As mães só fingem que nos deixam ficar mal. A verdade — que também é triste — é que não nos largam. Porque nós não as deixamos. Nem podemos. 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Conselho sobre o jogo Baleia Azul

... é o conselho do psiquiatra Daniel Sampaio 


Daniel Sampaio contou ao PÚBLICO que falou recentemente com quatro jovens que têm amigos ou colegas aliciados para o Baleia Azul e todos lhe relataram o mesmo: que um responsável pelo desafio, um curador com um perfil falso, os convidou para o jogo depois de os adolescentes terem deixado online pistas de que se encontravam fragilizados ou em sofrimento psicológico. “Há muitos jovens que escrevem mensagens na Internet a dizer que não estão bem e segundo me dizem são esses que são contactados”, explica o psiquiatra, chamando a atenção para a gravidade deste tipo de actuação.

Le Pen versus Macron – o combate

Ver AQUI um resumo do debate na televisão entre os dois candidatos à eleição presidencial francesa, onde são analisadas 19 afirmações “intox” de Marine Le Pen.


quarta-feira, 3 de maio de 2017

O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, levado à cena na Escola Europeia de Bruxelas (Woluwe)

O Diabo foi interpretado por Hugo M. Chaves (meu neto)



                                 Primeiras duas falas do Diabo:
                                 DIABO
À barca, à barca, houlá!
que temos gentil maré!
– Ora venha o caro à ré!
COMPANHEIRO
Feito, feito!
DIABO
Bem está!
Vai tu muitieramá,
atesa aquele palanco
e despeja aquele banco
pera a gente que vinrá.
À barca, à barca, hu-u!
Asinha, que se quer ir!
Oh! Que tempo de partir,
louvores a Berzebu!
– Ora, sus! Que fazes tu?
Despeja todo esse leito!

segunda-feira, 1 de maio de 2017