
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Viva o rato Mickey !

quarta-feira, 4 de maio de 2011
João Batista Menezes, um nome a evocar no 50.º aniversário do Reactor Português de Investigação
Comemorou-se recentemente o 50.º aniversário do Reactor Português de Investigação (RPI) (http://tempoderecordar-edmartinho.blogspot.com/2011/04/reactor-portugues-de-investigacao-50.html), instalação a que dedicou o melhor do seu empenhamento e competência o meu saudoso amigo João Batista Menezes (1933-1997). Recordá-lo na ocasião em que se assinalam os 50 anos do RPI é um acto da mais elementar justiça.João Batista Menezes nasceu em 24 de Outubro de 1933, no Estado de Goa (Índia). Frequentou o Instituto Superior Técnico, onde se licenciou em Engenharia Electrotécnica (1959). Efectuou estudos de pós-graduação e estágios de especialização em França (1962-1965). Em 20 de Setembro de 1960, iniciou a sua actividade na Junta de Energia Nuclear, tendo participado na montagem e calibração inicial do Reactor Português de Investigação. Em Janeiro de 1966, passou a desempenhar as funções de chefe do Grupo de Operação do RPI. Até ao seu falecimento, em 25 de Julho de 1997, foi o principal responsável pela operação continuada, segura e fiável do reactor nuclear de Sacavém.
Dos relevantes serviços prestados por João Batista Menezes, merecem destaque os seguintes:
• Coordenador do projecto renovação do sistema de comando do RPI (1968-1972)
• Coordenador das actividades do Departamento de Energia e Engenharia Nucleares do Laboratório Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial (1986-1989)
• Coordenador do projecto de modernização do RPI (1987-1990)
• Director do DEEN (1989-1995)
• Coordenador do Grupo de Operação e Exploração do RPI (1996-1997).
Goês de nascimento e português de coração, o engenheiro João Batista Menezes mereceu o reconhecimento da Nação e do Estado pela sua acção em benefício da comunidade nacional ao longo de mais de 30 anos. Com efeito, o seu desempenho foi reconhecido oficialmente pelo Senhor Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, que o agraciou, a título póstumo, com o grau de grande-oficial da Ordem de Mérito. A investidura solene teve lugar no Palácio de Belém no dia 8 de Março de 2006.
A tua benção, Amigo!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Automóvel a quanto obrigas
Compreende-se a reacção. Hoje em dia, o automóvel é quase obrigatório. Dá prestígio social. Mesmo que se tenha de cortar no essencial para pagar as prestações, ou que a meio do mês já não haja dinheiro para a gasolina. Já lá vai o tempo em que o aparecimento da primeira bicicleta a motor na Chamusca foi motivo de conversa. Automóveis, havia poucos. Não era arriscado atravessar a rua principal. Nessa altura, ganhava-se pouco. Os pobres tinham consciência da sua condição. Não pretendiam passar por aquilo que não eram.O facto de não se ter automóvel cria, por vezes, algumas dificuldades. Não nos podemos dar ao luxo de preguiçar de manhã na cama, porque temos de nos levantar a horas certas para não perder o autocarro. Em domingos de sol, apetecendo ir para a linha do Estoril ou para a Costa da Caparica, há que ficar sujeito ao horário dos transportes públicos. Aquando de uma situação de urgência, tem de se recorrer a um táxi. Mas estas dificuldades não chegam a constituir verdadeiros problemas. Superam-se facilmente. É uma questão de hábito, eventualmente de filosofia de vida.
Em contrapartida, há vantagens largamente compensadoras em não ter automóvel (é claro que não se consideram aqui as situações em que o carro é um instrumento imprescindível para ganhar a vida). Viajando em transportes públicos, estamos mais próximos do cidadão comum, apreende-se melhor o pulsar da vida. Pode-se dormir descansado, sem receio de roubarem o carro ou de o encontrar danificado pela manhã. Não se anda em permanência com o credo na boca para fazer face a todo o tipo de despesas que um automóvel comporta, desde a reparação de avarias normais até ao prémio do seguro, para não falar de situações acidentais onerosas. Não nos cansamos em filas enervantes de um trânsito caótico. Não se corre o risco de provocar acidentes, com todo o cortejo de sequelas que daí podem resultar. Não contribuímos para a poluição de que todos nos queixamos. Etc. Sem automóvel, não se tem status? Paciência. Não se pode ter tudo na vida...Artigo publicado no jornal O MIRANTE em 08.Junho.1993
domingo, 1 de maio de 2011
Recordando o ímpar 1.º de Maio de 1974
Esta é a madrugada que eu esperavaO dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen
Fotografia: http://criominhavida.blogspot.com
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Díptico "Vanessa cardui"
Teoria?Tenho uma teoria perfeita sobre os sonhos:
nascem de ovos.
Não importa o tamanho
não importa a cor, tão pouco a dor para os dar à luz.
Nascem de ovos os sonhos
tenho a certeza.
Já nem é bem uma teoria.
(Olhei para uma borboleta que passou...
... se não era um sonho de coisa que já rastejou
o que seria?)
Teresa Martinho Marques
http://www.sabordepalavra.blogspot.com (poesia)
http://tempodeteia.blogspot.com (fotografia)
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Sessão comemorativa dos 50 anos do RPI
Júlio Montalvão e Silva (presidente do ITN), Frederico Gama Carvalho,
António Gonçalves Ramalho e Cândido Marciano da Silva. (Programa aqui)
segunda-feira, 25 de abril de 2011
REACTOR PORTUGUÊS DE INVESTIGAÇÃO - 50.º aniversário do início do seu funcionamento

Para saber mais: (1) http://www.itn.pt ; (2) http://www.itn.pt/memoria ; (3) Jaime da Costa Oliveira: O REACTOR NUCLEAR PORTUGUÊS - Fonte de Conhecimento; Editora O Mirante, Santarém, 2005 (http://www.itn.pt/docum/pt_livros.htm) ; (4) Comemoração: http://www.itn.pt/pt/ev/2011/50AnosRPI%20-%20Programa.pdf
domingo, 24 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Reactor Português de Investigação (1961-2011)
quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Fukushima em Tancos?!
O grande destaque da primeira página do PÚBLICO de hoje, a toda a largura, tem por título «Acidente em Portugal como o de Fukushima afectaria 1,6 milhões de pessoas em 48 horas», a que se segue o sub-título «Exército simula desastre em Tancos e conclui que radioactividade chegaria a 12 mil km2 do território. (...)».
Posto isto, é de perguntar: terá sido uma boa opção “colocar” a central de Fukushima em Tancos? Julgo que não. Em primeiro lugar, porque não há acidentes nucleares com consequências idênticas e, em segundo lugar, porque a central de Fukushima foi atingida por um inimaginável terramoto de nível 9 e, em seguida, apenas uma hora depois, por um “muro de água” com mais de 10 metros de altura que tudo destruiu à sua passagem, donde resultou a gravidade do acidente. Poderia ocorrer uma tal situação em Tancos? Consegue o leitor imaginar o nível de destruição que afectaria Portugal antes de o (eventual) maremoto chegar a Tancos? Eu não.sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O cartão de crédito
De crédito, és Cartão
meu amigo, meu irmão...
Vazia, a carteira
mas tu, companheiro
dás dinheiro
a vida inteira
por isso, fica comigo
e eu contigo...
O povo diz
"Quem não tem Cartão
no bolso ou na mão
faz mal
é infeliz
é excluído social"...
Sem qualquer hesitação
mete pois o Cartão
marca o código secreto
e a carteira, antes vazia
por golpe de pura magia
já tem o papo repleto...
Altruístas, geniais
conheço mesmo Cartões
que conquistam corações
pois dão-te sempre o "pilim"
mesmo que não tenhas mais...
Sim...
venham, venham
não se detenham...
qual de vós é o primeiro
a gastar adiantado
um saboroso ordenado
ainda não trabalhado?
Abençoado Cartão
és nosso pai, nosso irmão
tudo me dás, quando peço
e só por vezes, confesso
me sinto
frágil, como um pinto
sozinho
longe do ninho
chupado até ao tutano
cérebro oco, tipo cano
mas, quando essa crise pressinto
a lucidez sempre finto
pois se o macaco quer bananas
a vaca, verdes canas
o porco, tenras bolotas
o comilão, boa mesa
o guloso, sobremesa...
eu quero o Cartão que dá notas!!!
Paulo Miguel Pinheiro Martinho (Mizangala): http://pintapalavras.blogspot.com
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Barcos
Poema de Teresa Martinho Marques (http://sabordepalavra.blogspot.com/), in Das Palavras (Edições Eterogémeas - http://www.eterogemeas.com/), ilustrado por Paulo Miguel Pinheiro Martinho (http://pintapalavras.blogspot.com/).
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Ludoteca GIRA-SOL... um espaço onde tudo pode acontecer
terça-feira, 5 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
As nossas mãos, encontro de sentidos
O ano começa e vou até ti de mãos nuas. Tento despejar de mim todos os cansaços passados, todos os desalentos, todos os pensamentos, preocupações, todos os escuros. Tento acender luz nova nos meus olhos para os teus sedentos. Quero ajudar-te a sentir o prazer de olhar e ver as coisas profunda, vagarosa e demoradamente. Assim nascem as melhores perguntas, as que mais nos fazem caminhar e aprender. Serás novo para mim. Eu nova para ti. E haverá no nosso mútuo olá de primeira vez uma coisa fresca de fruta doce de Outono. Hei-de ajudar-te a distinguir os sabores que o saber pode partilhar. E o gosto apurar-se-á em cada colher de sopa mágica que tomarmos na mesa que vamos partilhar. Sei que te darei tudo o que puder, mas pedir-te-ei muito mais do que aquilo que te posso dar. Para que sejas tu a progressivamente saborear, a construir (e não eu através de ti).
E já sei que, provavelmente, as minhas mãos se encherão das tuas. Nelas vais ler os muitos anos na companhia de ti sem seres exactamente tu. Perceberás as mil texturas de que é feita uma estrada. E descobrirás que também consegues moldar formas novas, tornar macio o áspero, encontrar o quente que se esconde no frio. Te direi, um dia, das minhas causas, das minhas lutas, porque as não esqueço e é por ti que elas se desenham e cumprem. Mas apenas depois de crescermos os dois um bocadinho mais, nesse exercício de aves aprendendo a voar juntas e separadas. As tuas causas, as tuas lutas serão as tuas.
Vais descobrir. Basta quereres, deixares, aceitares as minhas mãos, quando bater à tua porta. Acreditas em mim se disser que está também nas tuas mãos? E as minhas mãos na companhia das tuas passarão a ser as nossas mãos. 













