... para divulgar um artigo de Carlos Fiolhais saído hoje no Público:
quarta-feira, 9 de julho de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Para o ano haverá mais...
... jacarandás a azular a cidade de Lisboa.
Jacarandás de Lisboa (rua Almirante Barroso, Maio.2014)
Aos Jacarandás de Lisboa
São eles que anunciam o verão.
Não sei doutra glória, doutro
paraíso: à sua entrada os jacarandás
estão em flor, um de cada lado.
E um sorriso, tranquila morada,
à minha espera.
O espaço a toda a roda
multiplica os seus espelhos, abre
varandas para o mar.
É como nos sonhos mais pueris:
posso voar quase rente
às nuvens altas – irmão dos pássaros –,
perder-me no ar.
Eugénio de Andrade
in Os Sulcos da Sede, 2001
domingo, 29 de junho de 2014
Arranjo na casa da Chamusca...
… depois de
várias destruições do beiral por veículos de grande porte.
Antes do arranjo (Maio.2014)
Depois do arranjo (Junho.2014) - para grandes males, grandes remédios.
sábado, 28 de junho de 2014
sexta-feira, 27 de junho de 2014
PORTUGUÊS, uma língua com 800 anos
Nuno Pacheco, Público, 27.Junho.2014
José Ribeiro e Castro, Público,
27.Junho.2014
Mendelssohn >> Violin Concerto E Minor OP.64
Violin :
Hilary Hahn
Conductor :
Paavo Jarvi
Frankfurt
Radio Symphony Orchestra
Korean Art
Centre Concert Hall, Seoul Koreaquinta-feira, 26 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
Uma boa notícia
Diário de Notícias, 24.Junho.2014
A presidente da
Frente Nacional, Marine Le Pen, não conseguiu juntar um número suficiente de
partidos eurocéticos para formar um grupo no Parlamento Europeu, reconheceu o seu aliado holandês Geert Wilders. Estes políticos tinham feito um acordo antes das eleições, com o objetivo de
"destruir a partir do interior" a U. Europeia.
Reduzir ou erradicar a pobreza?
José Vítor Malheiros, PÚBLICO, 24.Junho.2014
[…] Não levar o
combate à pobreza até ao fim significa que aceitamos que milhares de pessoas,
milhares de crianças, não sejam o que podem ser, e isso é intolerável porque é
aceitar que os direitos só existem para quem tem dinheiro. É dizer que o
apartheid é aceitável.
Vem isto a
propósito da disputa da liderança do PS onde ambos os contendores se reclamam
da social-democracia (como aliás o próprio Passos Coelho y sus muchachos),
demonstrando que o rótulo, de tão usado por tanta gente de tão má reputação,
não significa hoje absolutamente nada. Mas os próprios objectivos "concretos"
definidos pelos políticos em geral e, no caso vertente, pelos rivais do PS,
significam muito pouco se não conhecermos o seu grau de urgência. Ser
social-democrata deveria ser regular os mercados, instituir um sistema de
economia mista, com forte intervenção do Estado e com um papel central da
contratação colectiva. Costa vai fazer isso? Já? Ser social-democrata é pôr em
prática políticas de erradicação da pobreza e de redistribuição da riqueza.
Costa vai fazer isso? Já?
O combate
político transformou-se num esgrimir de slogans vazios ("mudança") e
num enunciar prudente de objectivos vagos, para captar o máximo de apoiantes ao
centro. Mas o país precisa de definir objectivos ambiciosos de justiça social e
de os pôr em prática JÁ. Independentemente de eventuais alianças com o PS (uma
discussão armadilhada por enquanto) a esquerda à esquerda do PS tem de
conseguir consolidar o seu discurso e concretizar uma estratégia de governo
alternativa à austeridade que, pelo menos, obrigue o PS a sair do armário e a
dizer o que quer. Já sabemos que o PS não gosta da pobreza, mas quer reduzi-la
ou erradicá-la? E quer fazer isso hoje ou daqui a cem anos?
segunda-feira, 23 de junho de 2014
"quase...", poema de Teresa Martinho Marques
quase…
verão quase quase
tanta coisa quase
mas ainda nada
nenhum
quase é a distância mais pequena e infinita que há
entre aqui e ali
entre cá e lá
unidade de medida incerta com o tamanho exato de cada um
mas ainda nada
nenhum
quase é a distância mais pequena e infinita que há
entre aqui e ali
entre cá e lá
unidade de medida incerta com o tamanho exato de cada um
Teresa Martinho Marques
domingo, 22 de junho de 2014
É isto, mas não só
São José de Almeida, Público, 22.Junho.2014
Estarão muito certos os argumentos das várias pessoas referidas neste artigo, mas para o cidadão comum há outros considerandos a ter em conta.
Em primeiro lugar, Seguro incorreu no pecado capital de não ir à luta em campo aberto quando foi desafiado por Costa, o que lhe seria favorável.
Em segundo lugar, como dizia ontem Vasco Pulido Valente, há a convicção de que "Costa fala com uma autoridade "natural", não longe da autoridade de um primeiro-ministro ou de um velho chefe de partido. Seguro, mesmo quando tenta ser severo ou ameaçador, dá a ideia de quem debita um texto ensaiado, em que não acredita muito". E isto faz toda a diferença.
sábado, 21 de junho de 2014
"Só com os criminosos pobres é que não se pode comer à mesa."
José Pacheco Pereira, Público, 21.Junho.2014
As informações sobre o que se está a passar no
BES, como o que nos últimos anos se veio a saber do BCP, e, andando um pouco
mais para trás, toda a história ainda em curso do BPP e do BPN, mostram alguma
coisa de consistente no comportamento de uma parte importante da elite
político-financeira portuguesa.
Não estou a dizer que tudo tenha sido igual, mas
muita coisa não sendo igual, nem em dimensão nem em consequências, é demasiado
parecida para que não se anotem as semelhanças. Há excepções, com tanto mais mérito
quanto escapam à regra, mas são excepções.
O que tudo isto tem em comum é em primeiro lugar a
completa promiscuidade com o poder político. Os Espírito Santo frequentavam os
gabinetes de Sócrates, elogiaram-no até ao dia em que o derrubaram, quando os
seus interesses estavam em causa pela ameaça de bancarrota. O dinheiro fluiu
nos contratos swap, usados e abusados pela governação socialista, e
as PPPs contaram com considerável entusiasmo da banca nacional e internacional.
Compreende-se porquê, quando mais tarde se veio a saber detalhes dos contratos
leoninos que deixavam milhões e milhões para pagamento num futuro que já era
muito próximo. [...]
Outra das coisas que se vão sabendo é como a
gestão dos bancos se fazia como se o dinheiro que lá estava fosse pertença dos
seus donos, gestores, administradores e dos seus amigos, ao mesmo tempo
que uma ríspida prepotência e intransigência é a norma de tratamento dos
clientes e depositantes, a quem não se desculpa nada. Os milhares de casas,
carros, empresas, bens que foram consumidos nesta voragem da “dívida”, que
tornou famílias e pessoas solventes naquilo que nunca imaginaram que iam ser,
insolventes, oferece um contraste flagrante com a prática reiterada de evasão e
fuga fiscal dos mais ricos com dimensões muito significativas.
E é crime sem castigo, ou com leve castigo, porque
não se percebe como banqueiros envolvidos em evasão fiscal e manipulação de
contas (para usar o politicamente correto, porque se não fosse assim seriam
falsificações de contas, contabilidades paralelas, “esquecimentos” de declarar
ao fisco milhões de euros, uso quotidiano de off-shores para esconder operações
financeiras, etc., etc.) não são imediatamente impedidos de exercerem
actividades na banca, acto que depende dos reguladores, mesmo antes da justiça
se pronunciar sobre os eventuais crimes cometidos, se é que vai alguma vez
pronunciar-se. [...]
sexta-feira, 20 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Bonito e comovente…
Excerto de um email dirigido hoje ao pai de um aluno da
Escola Europeia de Bruxelas:
[…] como creio
que é o pai do "meu" Hugo Chaves, não quero perder a ocasião de lhe
dar GRANDES PARABÉNS pelo extraordinário aluno e extraordinária pessoa que tem
como filho: alunos desses fazem a diferença na vida de um professor! O Hugo é
um excelente aluno, dotado de enorme cultura geral e de uma simpatia e educação
extremas.
Acontece que o Hugo Chaves (12 anos) é meu neto…
Mais palavras para quê?
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