terça-feira, 11 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
South e North City... ou "A união faz a força"
![]() |
| Hugo Martinho Chaves (Londres, 2013) |
O autor do texto seguinte é o meu neto Hugo (12 anos),
aluno do 7.º ano da Escola Europeia de Woluwe, Bruxelas. Na aula de Português
foi debatido o tema “a união faz a força” tendo por pano de fundo o valor da “reconciliação”.
Seguiu-se um trabalho de casa em que cada aluno devia congeminar uma história tendo
em vista o tema em causa. Este foi o texto do Hugo, que mereceu a classificação
de 10/10… :)
South e North
City
Há dois séculos atrás, entre o Oklahoma e o Texas, no meio da Pradaria,
havia duas cidades, uma com o nome de South City e outra chamada North City. As
duas tinham sido fundadas por um grupo de peregrinos honestos e
bondosos. Antes formavam uma única cidade, mas durante uma cheia do rio da zona
a cidade dividiu-se, pois uma noite uma enorme onda vinda de lá destruiu o
centro da antiga vila e formou a ribeira que, naquele tempo, dividia as duas
cidades. Bem, podemos dizer que a divisão da vila não foi instantânea, pois
enquanto a geração peregrina continuasse forte, presente e junta, a cidade ia
continuar unida, mesmo dividida por um meio natural. Fizeram pontes, diques e
até tentaram secar a ribeira, plano que não chegou a executar-se por falta de
meios e homens. Mas esta localidade tinha ficado tanto tempo isolada do mundo
civilizado (o município tinha sido dos primeiros a ser fundado no Oeste
selvagem, mas antes da época da colonização da região, fazendo-a ser esquecida
e ignorada até à chegada do «homem moderno», de uma certa maneira) que os
habitantes ficaram espantados e até com um bocado de medo do novo género de
homens e mulheres que tinham substituído o simpático e religioso
peregrino : o cowboy, homens que
sabiam manejar o revólver, substituto mais pequeno e prático do mosquete a um
tiro, e tratavam de enormes manadas de vacas, o desperado, os novos bandidos que tornavam tudo o que roubavam em álcool,
e, o que mais impressionava, era a nova mulher, que sabia usar armas, guinchar
mais alto que as suas predecessoras, desafiar o marido, que era pecado para as
mulheres peregrinas e, ainda mais pecador para elas, ser chefe de família,
posto que era dado apenas aos homens. Ora, para o grande mal dos peregrinos,
das três «raças», a mais presente na vila eram os que se aproveitavam da
localização isolada da cidade para se esconderem da Lei. Sob a sua influência,
construíram-se saloons, hotéis e
bancos, que substituíram as casas de chá inglesas e as escolas. Os peregrinos
não subsistiram muito tempo com esta presença inoportuna e, ao fim de cinco
anos, o grupo peregrino compunha-se apenas dos anciões da cidade e alguns
comerciantes honestos. Mas a divisão começou, por mais estranho e estúpido que
pareça, com discussões que eram mais ou menos assim : «Ei George, queres ir para o lado sul da
cidade. ‘Tá mais quente.» «Nã’,
prefiro ficar aqui. No lado norte, ‘tá sempre mais fresco». Depois
começavam a discutir violentamente e, no final, estavam os dois no chão, ensanguentados,
a dispararem um para o outro. As discussões repetiram-se, mas a gota de água
que fez transbordar o copo foi quando Dirty McGirt, um bandido famoso, e Jack o
Lamacento, outro bandido famoso, os dois « patrões » dos dois lados
da cidade (Jack a norte e Dirty a sul) desafiaram-se num duelo e ambos
aproveitaram a rivalidade dos dois lados para os apoiarem. Construiu-se uma
ponte de madeira para o duelo na ribeira para que o duelo não fosse em nenhum
dos lados e, no evento, os dois dispararam ao mesmo tempo e ambas as balas
acertaram ao mesmo tempo um no outro. Os dois lados da vila irritaram-se e
atiraram os dois cadáveres ao rio e começaram a lutar na ponte que, com o
excesso de peso, quebrou. Após este acontecimento, voltaram todos para casa
ensopados e nunca mais os dois lados se falaram e se deram bem. Pouco tempo
depois, a Lei e a Ordem chegaram e, quando tentaram tornar ambos os lados num
só município oficial, houve outro combate ainda mais violento, onde até a
Cavalaria teve de intervir. Após esta cena, a decisão era clara : haveria
dois municípios. Foi assim que nasceram South City e North City. Continuando a
nossa história, os dois lados não se deram bem até ao dia onde os Pés Roxos,
uma tribo de índios que se encontrava bastante próxima das duas cidades,
declararam guerra aos brancos e planearam atacar os municípios! Após saberem
desta notícia, os habitantes decidiram esperar pela Cavalaria, que chegava
sempre a horas, mas já se começava a ver os Pés Roxos a aproximarem-se e o
pânico aumentou: a Cavalaria, pela primeira vez, não ia chegar a horas! Então,
os dois presidentes da câmara decidiram, por muito difícil que tenha sido,
falarem um ao outro e disseram aos habitantes para pegarem nas armas e irem
combater juntos os índios. Apesar de muitos «não», não tiveram outro
remédio e no combate foram tão unidos que massacraram os índios vinte minutos
antes da Cavalaria, atrasada, chegar! Ficaram tão contentes e orgulhosos com
esse acontecimento que secaram o rio e, na estrada onde se bifurcava em dois
caminhos e onde se encontravam duas placas, estava agora apenas uma a
dizer: Large City, a cidade mais unida do Oeste!
sábado, 8 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Meter o nariz onde não se é chamado...
«De acordo com dados do gabinete de estatísticas europeu, em 2013, 25,3% da população da União Europeia entre os 15 e os 64 anos tinha completado estudos superiores, enquanto a percentagem portuguesa era de 17,6% e a alemã de 25,1%.»
terça-feira, 4 de novembro de 2014
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Pequenas-grandes alegrias...
Nos anos 2001-2004, uma equipa do
Laboratório Nuclear de Sacavém obteve um conjunto de resultados inovadores
no domínio da Física de Neutrões (Neutron
Self-Shielding –Towards Universal Curves): http://edmartinho.wordpress.com/.
Para assinalar o 10.º aniversário da conclusão
desse trabalho, nada melhor do que ver confirmada a sua validade e utilidade
através de citações diversas (cerca de oito dezenas). Desta vez, trata-se de um documento recente do Culham Centre for
Fusion Energy (UK Atomic Energy Authority, Culham Science
Centre):
Jean-Christophe
C. Sublet, James W. Eastwood and J. Guy Morgan
The FISPACT-II User Manual
CCFE-R(11)11 Issue 6 (June 2014)
Cf. A.4.4 Self-shielding of resonant channels, using the universal curve model,
páginas 147 a 149.
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| Eduardo Martinho, José F. Salgado e Isabel F. Gonçalves (2006) |
Trabalhos citados:
[21] E. Martinho, I.F.
Gonçalves, J. Salgado: Universal curve of
epithermal neutron resonance self-shielding factors in foils, wires and spheres.
Applied Radiation and Isotopes 58 (3) (2003) 371-375
[22] E.
Martinho, J. Salgado, I.F. Gonçalves:
Universal curve of thermal neutron
self-shielding factors in foils, wires, spheres and cylinders. Journal of Radioanalytical and Nuclear
Chemistry 261 (3) (2004)
637-643
[23] J. Salgado, E. Martinho, I.F. Gonçalves: The calculation of neutron self-shielding factors
of a group of isolated resonances.
Journal of Radioanalytical and Nuclear Chemistry 260 (2) (2004) 317-320
domingo, 26 de outubro de 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
Gente de má-fé
«Não aceitem o engodo, não acreditem neles, querem enganar-vos e,
depois de se reformarem, cortam-vos o que vos prometerem no passado para vos
empurrar para a reforma. Como fizeram com os trabalhadores do Metro. Eles são
gente de má-fé.»
José Pacheco Pereira, Público, 25.Outubro.2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
domingo, 19 de outubro de 2014
A Ciência na educação pré-escolar
Dia 21 de Outubro, às
17h30, no Instituto Camões, o ensino das Ciências nos jardins de infância
estará em debate, com base na apresentação pública de um novo estudo da
Fundação. A Ciência existe na educação pré-escolar, dos 3 aos 5 anos, em Portugal? Quais
são os conhecimentos, atitudes e competências valorizados na promoção da
desejável literacia científica de crianças antes da idade escolar? Serão as
nossas salas dos jardins de infância “amigas das ciências”? Apresentam-se os
resultados de um estudo nacional em que se identificam as características de
uma “sala amiga das ciências” e mostram-se boas práticas de promoção da
literacia científica, apresentadas na forma de relatos de práticas.
* * *
Projectos da Educadora de Infância HELENA MARTINHO
(Jardim de Infância do Vimeiro) incluídos no livro:
(Jardim de Infância do Vimeiro) incluídos no livro:
Projeto «Viagem ao mundo da luz» – no âmbito do
Concurso Ciência na Escola da Fundação Ilídio Pinho 6 meses a realizar
experiências de Física sobre os fenómenos: reflexão, refração da luz e sombra,
entrecruzando esse lado experimental com atividades de educação artística.
Registo sistemático do percurso do projeto, em desenho, texto, fotos, vídeo.
Elaboração de exposição final com todo o material criado/explorado.
Projeto de Biologia – Descobrindo os
pequenos animais nossos vizinhos Projeto em parceria com uma mãe formada em
biologia e um pai Professor de Ciências. Incluindo: saídas de campo; Observação
durante as saídas com lupas e copos‑lupa; recolha, observação e registo de insetos e
aracnídeos, com utilização de lupa binocular; desenho das observações
realizadas; sessão informativa com os referidos pais para destrinçar os
conceitos e aprender terminologia a específica dos seres vivos observados.
sábado, 18 de outubro de 2014
A frase do dia
«Lamento, mas não acredito em nada do
que estes senhores [governantes] dizem.»
José Pacheco Pereira, Público, 18.Out.2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
sábado, 11 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
domingo, 5 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
Era uma vez uma intenção
Meu artigo
publicado ontem em O MIRANTE online
“O Mirante” tem tido uma
actividade editorial relevante em vários domínios, mas a sua acção tem sido surpreendente
no campo científico. De facto, não é vulgar uma editora regional publicar
títulos como: Energia Nuclear – Mitos e Realidades (2000); A Energia Nuclear em
Portugal, Uma Esquina da História (2002); O Reactor Nuclear Português, Fonte de
Conhecimento (2005); Memórias para a História de um Laboratório do Estado
(2013) (o laboratório do Estado aqui referido implicitamente é o chamado Laboratório
Nuclear de Sacavém).
O desconhecimento em relação a
certas matérias torna as pessoas vulneráveis e gera medos. É o que acontece frequentemente
com o “nuclear”. Eis a opinião de um leitor do blogue De Rerum Natura
(Julho.2007) em comentário ao post de
Carlos Fiolhais “O Reactor Nuclear Português”: «Embora eu tenha pessoalmente uma opinião desfavorável relativamente à instalação
de uma central nuclear em Portugal, concordo que não devem existir tabus na sua
discussão. A grande razão para isso terá a ver com a ignorância científica
sobre o assunto que perpassa na sociedade. O facto de, provavelmente, mais de
90% da população portuguesa ignorar a existência do reactor experimental de
Sacavém demonstra-o cabalmente.»
A situação generalizada de
“ignorância científica” fez-nos pensar, a mim e ao proprietário deste Jornal,
que poderia fazer sentido utilizar um espaço no website de O MIRANTE onde
questões desta índole pudessem ser abordadas, em particular tirando partido do
livro “Energia Nuclear – Mitos e Realidades”.
Contrariamente ao que se possa
supor, a iliteracia científica não se verifica apenas entre pessoas mais comuns, por
vezes ”ataca” gente bem conhecida do grande público. Foi o que aconteceu com o
Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI, quando há dias trouxe inopinadamente
para a conversa… “uma TAC”. [Diga-se que a TAC (Tomografia Axial Computadorizada)
é um meio de diagnóstico para visualização interna do corpo em que são
utilizados raios-X, tal como na radiografia, só que envolve uma tecnologia mais
sofisticada.] Ora, comentando os recentes pedidos de desculpa do ministro da
Educação e da ministra da Justiça, o popular “professor Marcelo” disse isto: «Eles entendem que, pedindo desculpa,
cumpriram a sua missão. Mas isto tem um preço. É um bocadinho como a TAC:
quando uma pessoa faz uma TAC, a TAC fica no corpo, aquela radiação fica lá e não
se cura...». O menos que se pode dizer desta afirmação é que é errónea.
Claro que se percebe que se
tratava de uma analogia, mas há limites para certas comparações, sobretudo
quando são feitas perante largas centenas de milhares de telespectadores, muitos
deles necessitados eventualmente de fazer uma TAC… Pelo menos a estas pessoas, é
preciso dizer o seguinte: (1) a TAC não fica no corpo (que coisa bizarra esta de dizer que "a TAC fica no corpo"!!!); (2) os
raios-X não ficam “lá”:
entram, atravessam o corpo e são detectados, caso contrário nem seria produzida
qualquer imagem! E nem vale a pena referir o “não se cura”… Como dizia Carlos Fiolhais num
email que me enviou a propósito deste episódio, “quando os nossos comunicadores não sabem ciência, espalham pseudociência...”
Voltemos ao que interessa. Numa
próxima oportunidade iniciaremos a nossa “viagem” por temas científicos. Procuraremos
utilizar uma linguagem simples, mas sem perda de rigor. Assim o deus Éolo nos enfune
as velas na boa direcção…
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
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