domingo, 9 de março de 2014

"O empobrecimento", de V. Pulido Valente


Vasco Pulido Valente
[…] O Portugal de hoje não conseguiria nunca perceber o Portugal de 1950 ou de 1960. Agora, até se glorifica o crescimento da economia e a estabilidade financeira do regime. O primeiro-ministro com certeza nunca se deu ao trabalho de imaginar aquilo a que a pobreza haveria condenado um rapazinho de Trás-os-Montes com uma mediana boa voz. Nem lhe descreveram o deserto que foi Lisboa nessa época de chumbo, onde ir ao café ou a um cinema de “reposição” tomavam as proporções de um acontecimento. Os sinais que o país começa a voltar atrás são claros. Verdade que a civilização que entretanto se criou não vai desaparecer. Mas nada disso consola se imitações substituírem o que existia antes e acabarmos na mediocridade e na tristeza de uma simples sobrevivência sem destino.

Lançamento de livro no Lab. Nuclear de Sacavém


Jaime Oliveira, Arlindo Oliveira, Frederico Carvalho e José Marques
O lançamento do novo livro de Jaime da Costa Oliveira "Memórias para a História de um Laboratório do Estado" (ver aqui) teve lugar no Laboratório Nuclear de Sacavém durante uma sessão que contou com a presença do Prof. Arlindo Oliveira, presidente do Instituto Superior Técnico. A apresentação do livro foi notavelmente feita por Frederico Carvalho, numa brilhante e sentida intervenção. Assistiu à sessão Joaquim António Emídio, director-geral do jornal O MIRANTE, na sua qualidade de editor do livro. 

Saídas limpas, saídas sujas e saídas assim-assim



E depreende muito bem...



The Best of Tchaikovski



sábado, 8 de março de 2014

"Colocar o engano no centro da política"


José Pacheco Pereira
[...] A acusação ao Primeiro-Ministro de que a sua palavra não valia nada, provocou-lhe um surto de irritação mais do que de indignação. Na verdade, a começar pelo próprio, ele sabe muito bem que o valor da sua palavra é nulo, e isso não o preocupa muito, não porque seja “mau”, mas porque o “valor da palavra” remete para um conjunto de valores que ele e a sua geração acham antiquados e arqueológicos.

Veja-se o caso do “temporário” / “definitivo” dos cortes, um exemplo típico de como a “palavra”, no sentido de uma afirmação de honra, não tem nenhum valor. [...]

As mulheres? Todas, todas lá para trás...


São José Almeida
[...] quase vinte anos depois desse debate, ver uma direcção do PSD reduzida a uma representatividade tão escassa de mulheres (a raiar os 15%) não pode deixar de causar estranheza e mal-estar. E torna a pergunta obrigatória: Por que razão é possível que a direcção de um partido de governo num Estado-membro da União Europeia possa ser assim tão sexista e misógina? Será que o PSD não tem militantes mulheres? Será que as mulheres militantes do PSD são incapazes e desprovidas de mérito para integrar a direcção ao lado dos homens? Será que o país se revê nesta segregação de género, quando em diversos sectores da sociedade a busca de equilíbrio paritário é uma realidade inquestionável? [...]

Calçada de Carriche (Luísa sobe, sobe a calçada...)



The best of jazz - The top 20 female jazz singers



1) 0:00 Amapola - Natalie Cole
2) 3:18 A Sunday Kind Of Love - Etta James
3) 6:34 When Lights Are Low - June Christy
4) 9:26 The Boy From Ipanema - Peggy Lee
5) 11:48 Água De Beber - Astrud Gilbert
6) 14:06 Nature Boy - Abbey Lincoln
7) 19:07 Tout Doucement - Blossom Dearie
8) 21:30 Beautiful Friendship - Shirley Horn
9) 25:15 The Party's Over - Anita O'Day
10) 28:20 Crazy - Cassandra Wilson
11) 31:19 Devil May Care - Diana Krall
12) 34:38 Let's Fall In Love - Betty Carter
13) 36:37 Mercy, Mercy, Mercy - Ernestine Anderson
14) 41:13 Just Friends - Etta Jones
15) 44:29 Monkery's The Blues - Carmen McCrae
16) 49:19 These Foolish Things - Dinah Washington
17) 52:47 I Want A Little Sugar In My Bowl - Nina Simone
18) 55:18 Misty - Ella Fitzgerald
19) 58:08 A Lover's Concerto - Sarah Vaughan
20) 1:00:55 P.S. I Love You - Billie Holiday

quinta-feira, 6 de março de 2014

Quem cala... consente!



O rio da minha aldeia



O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, 
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro
in "O Guardador de Rebanhos - Poema XX" 

Franz Schubert >> A Truta



terça-feira, 4 de março de 2014

Johnny The Kid

O meu neto João Guilherme veio visitar-nos...


Artigo a ler obrigatoriamente


José Vítor Malheiros
EXCERTOS:
"A vida das pessoas não está melhor, mas a vida do país está muito melhor." A frase, de Luís Montenegro, o risonho líder parlamentar do PSD, merece entrada em qualquer colectânea de citações políticas e mesmo nos manuais de história contemporânea.
Que país é este de que fala Montenegro? Que entidade é esta que está tão longe e tão separada das pessoas que é possível que uma esteja muito melhor e as outras muito pior?
É simples: o “país” de que fala Luís Montenegro não é o nosso país. O “país” de que fala Luís Montenegro não é Portugal. O “país” de que fala Luís Montenegro é, simplesmente, o capital.
O que Luís Montenegro quis dizer foi que "A vida dos trabalhadores não está melhor, mas a vida do capital está muito melhor". Basta substituir estas poucas palavras para tudo bater certo.
Como diz com honestidade o multimilionário Warren Buffett, “há de facto uma luta de classes e a minha classe está a ganhar”. A diferença é que Buffett tem uma certa vergonha. E Montenegro não tem vergonha nenhuma.

A sério?!



É Carnaval, ninguém leva a mal...

No dia em que encontrei Einstein em Londres :)


Carnaval de Veneza