quinta-feira, 6 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
Artigo a ler obrigatoriamente
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| José Vítor Malheiros |
"A vida das pessoas não está melhor, mas a vida do país está muito melhor." A frase, de Luís Montenegro, o risonho líder parlamentar do PSD, merece entrada em qualquer colectânea de citações políticas e mesmo nos manuais de história contemporânea.
Que país é este de que fala Montenegro? Que entidade é esta que está tão longe e tão separada das pessoas que é possível que uma esteja muito melhor e as outras muito pior?
É simples: o “país” de que fala Luís Montenegro
não é o nosso país. O “país” de que fala Luís Montenegro não é Portugal. O
“país” de que fala Luís Montenegro é, simplesmente, o capital.
O que
Luís Montenegro quis dizer foi que "A vida dos trabalhadores não está
melhor, mas a vida do capital está muito melhor". Basta substituir estas
poucas palavras para tudo bater certo.Como diz com honestidade o multimilionário Warren Buffett, “há de facto uma luta de classes e a minha classe está a ganhar”. A diferença é que Buffett tem uma certa vergonha. E Montenegro não tem vergonha nenhuma.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Emocionante...
[…] Miguel Relvas
deixou uma mensagem de ânimo ao partido: “Importa
que nós os PSD que estão deste lado da barricada não percamos a esperança que
nos anima e nos faz andar para a frente”. E assumiu querer fazer parte do
que aí vem. “Estou aqui para vos dizer
que, assim como ao longo de todos estes anos puderam contar comigo, que é ao
vosso lado que quero caminhar”, afirmou.
domingo, 2 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
"Acordo ortográfico, um cadáver adiado"
[...] Ora aqui reside o erro: mesmo que no Brasil haja aplicação plena, já hoje, Portugal fica para sempre preso a uma grafia singular e individual porque se deu ao trabalho de a inventar. Se a ortografia era diferente nos dois países, continua a sê-lo. Mas agora com muitas “facultatividades” e erros de palmatória. O AO é, desde o seu início, uma enorme ilusão e um gigantesco erro. À falta de coragem para lhe pôr termo, estamos condenados a ver arrastar, penosamente, o seu cadáver adiado.
O AO é mais do que um "aleijão"
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
"Invocando o interesse das crianças em vão"
artigo de Paulo Guinote (Público, 27.Fev.2014)
Nos últimos dias
houve um avanço significativo no alargamento da estratégia do empobrecimento
nacional à Educação, na sua vertente mais sensível, que é o da oferta educativa
disponível para os alunos do ensino básico.
Com o pretexto
oficial do aprofundamento da autonomia das escolas em matéria de gestão
curricular e apenas com a colaboração e bênção de alguns operadores privados no
sector, foi publicada legislação que permite a “especialização” das escolas
básicas, através da transferência da carga lectiva de umas disciplinas para
outras, podendo parte delas ficar apenas com 45 minutos semanais, enquanto
outras poderão ver aumentada essa carga (na ordem dos 25%) ou serem mesmo
criadas novas disciplinas fora das matrizes em vigor.
A apoiar a ideia,
surgiu o director executivo da Associação dos Estabelecimentos de Ensino
Particular e Cooperativo (Aeep), que decidiu invocar, para legitimar este tipo
de política curricular, o “interesse das crianças” contra os dos adultos
(leia-se “professores”), pois ele considera, e assim foi citado em notícia do PÚBLICO, que “no limite” se pode começar a formar
um médico no 5.º ano, adequando o currículo a esse objectivo.
Há que, quando se
atinge este nível de desvario demagógico, recentrar a discussão e esclarecer
alguns pontos fundamentais, que deveriam ser pacíficos para além de qualquer
delírio ideológico ou interesse económico ou corporativo. […]
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Afinal... está-se melhor ou está-se pior?
Com um sorriso pérfido, tão impróprio quanto
significativo, Passos Coelho referiu-se assim ao sofrimento que já causou e
continuará a causar aos portugueses:
“… Quando
se começa a levar pancada, as primeiras, que podem ser as mais fortes, não são,
necessariamente, as que doem mais …”.
Há circunstâncias em que a
leitura das imagens pode ser dúbia. Não é o caso. O primeiro-ministro fez
chacota com o anúncio de mais sacrifícios e a justeza do que afirmo poderá ser
confirmada por quem me ler. Basta visionar a gravação deste momento abjecto do
Congresso do PSD. [...]
In artigo de Santana Castilho (Público, 26.Fev.2014)
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
A Ciência... vai formosa e não segura
Descalça vai para a fonte
Leonor, pela verdura;
vai formosa e não segura.
Leonor, pela verdura;
vai formosa e não segura.
Camões
à Directora do jornal Público
por José Vítor Malheiros
por Carlos Fiolhais
É um mistério...
por João Miguel Tavares
Porquê? Digam-me
porquê, por amor de Deus. Por que é que Pedro Passos Coelho resolveu reabrir o
túmulo político onde repousava Miguel Relvas, para a sua triste figura vir
novamente assombrar os nossos dias, numa altura em que as coisas pareciam
começar a correr bem para o PSD?
Se todos nós
sabemos que assim que Miguel Relvas abre a boca e mostra os dentes o PSD perde
votos, como se justifica este impulso autofágico de Passos Coelho? Será por
causa da máquina "laranja"? Mas se Relvas fosse mesmo o todo-poderoso apparatchik,
o homem que domina o aparelho com a ponta do calcanhar, como é que se explica a
miserável votação da lista que ele encabeçou para o conselho nacional? Nada
disto faz sentido, senhoras e senhores, e a falta de sentido faz-me comichão na
zona da democracia. Eu não consigo perceber que tipo de relação tem realmente
Pedro Passos Coelho com Miguel Relvas – e não gosto de não perceber. [...]
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