quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Who care?



A ler

Santana Castilho

A universidade não deve ser ponto de partida de carreiras tecnocráticas, onde se aprende a “derreter” quem se opõe ao “chefe”.


Quando o discurso oficioso anuncia que o último défice da República ficou abaixo do previsto, manda a essência (e a decência) que lhe perguntemos: Quantas crianças foram lançadas na pobreza? Quantos velhos foram abandonados? Quantos jovens tiveram que emigrar? Quantos pais ficaram desempregados para sempre? Quantos fiéis ao “chefe” serão premiados?

Dvořák >> Symphony No. 9 "From The New World"



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A ler




Rui Zink

Cumpre estas leis e poderás, pela calada, desobedecer a todas as outras.




As rifas do fisco e a governação rasca 
José Vítor Malheiros

Os grandes evasores fiscais são as grandes empresas e não os pequenos comerciantes.

Sempre a descer

Tal como previ há um ano – ver aqui  – tive de mudar de escala... 
 "É malhar até morrer!!!" mas isto um dia acaba!


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

É malhar até morrer!!!


«Estamos no país do vale tudo onde se alteram leis laborais à vontade dos patrões, salários e pensões à vontade dos governantes, se diz e desdiz no mesmo momento, se permite jogar com a vida dos outros como se cada trabalhador, cada pensionista fosse uma “marionete” manobrada por governo, troika e mercados [...]»


Bartoon (Público)

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 08.Fev
 09.Fev
10.Fev

Jacques Brel no Olympia, 1966




1. Le Cheval (1:40)
2. Fils de (
4:40)
3. Jacky (
7:59)
4. Le gaz (
11:16)
5. Les vieux (
14:03)
6. Les bigotes (
19:05)
7. Mon enfance (
21:45)
8. Mathilde (
27:10)
9. Ces gens-là (
29:39)
10. Amsterdam (
35:10)
11. Les bonbons (
38:05)
12. Jef (
41:07)
13. Au suivant (
44:46)
14. Le plat pays (
47:42)
15. Madeleine (
51:10)
Bis : Ne me quitte pas (
57:10)


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Jornal O MIRANTE numa tese de doutoramento



«É uma tese de doutoramento que aborda a imprensa regional, o que é pouco usual. Tem por título "Ciberjornalismo de proximidade: A construção de notícias online na imprensa regional em Portugal". Pedro Jerónimo, um jovem investigador de Leiria, não se limitou a mais um estudo quantitativo em frente ao monitor de um computador e foi observar a realidade no interior de três jornais regionais tradicionais. Uma das conclusões é que a produção noticiosa continua a destinar-se às edições em papel. Em termos de produção própria de vídeos, de foto-galerias e de prioridade ao online para a divulgação de notícias, O MIRANTE é um caso à parte.»



Está de parabéns o meu conterrâneo e amigo Joaquim António Emídio, director-geral de O MIRANTE
(um jornal nascido na Chamusca) 


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Que amigos que nós somos...



O ministro da Economia, Pires de Lima, passa a pagar seis milhões de euros das quotas da Agência Espacial Europeia para o ministro da Educação, Nuno Crato, investir em bolsas.


"Discurso geracional" e guerra aos "velhos"

(Público, 01.Fev.2014)

«[...] Não é por isso de estranhar que os actuais governantes não tenham nenhum problema em usar os discursos de divisão social, em que se especializaram quando do “discurso geracional”. A frase da moção de Passos Coelho sobre a “apropriação excessiva dos direitos das gerações futuras por parte das actuais gerações” é prenhe de significado político e ideológico, mas deve ser combatida sem transigências. É má no plano político e falsa no seu conteúdo. Quem define o que é “excessivo”? Como se pode arrogar de “defender” os “jovens” quem degrada as suas condições de vida actual, inclusive ao atirar os seus pais e avós para a pobreza, e quem empurrando-os para o desemprego, a emigração ou para a precariedade, lhes estraga o presente e o futuro? E que “futuro” vão ter, sendo menos qualificados e com salários mais baixos, “ajustados”? É retórica que usa a juventude para garantir uma nova hierarquia social de poder, mas nada mais do que isso.

Mas não é só isso. A frase também é má no plano da moralidade social, gera gente má e indiferente aos estragos que faz na vida alheia, gente que perante qualquer problema tende a de imediato culpabilizar sempre os mais fracos, e assenta no uso do poder do Estado para atacar quem tem pouca defesa e nenhum recuo no meio ou no fim da vida. Até porque a juventude defende sempre os mais jovens, dá-lhes mais mobilidade e oportunidades, por poucas e difíceis que sejam, e a idade adulta, que é a do “desemprego de longa duração” e a da velhice, que é a dos cortes nas reformas e pensões, essas não dão oportunidade nenhuma. Para eles, não há “impulso” nenhum, são aqueles para quem existe apenas uma sanção moral pelo seu “culto da gratificação imediata e da consideração de curto prazo em desfavor da reflexão prospectiva”. Este é o produto de gente mal formada, como se dizia antigamente. Linguagem do passado, bem sei, sem “reflexão prospectiva”.»

Fuga de cérebros...

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Público, 30.01 e 01.02.2014