Clicar para ampliar
Público, 30.01 e 01.02.2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Portefólio de escrita de Teresa Martinho Marques
Teresa Martinho
Marques criou um novo espaço na
net ― palavras aqui e acolá ― só para actividades de escrita.
Na secção Lar doce lar… estão as últimas novidades, em particular a sua participação
numa surpreendente iniciativa do editor Luís Mendonça, que criou uma
caixa-livro, Invasão da casa Andresen – Edições Eterogémeas, cheia de
ilustrações e de textos de muitos escritores.
O site tem uma secção de Livros publicados e uma
secção intitulada Sem abrigo nem companhia – inéditos. É desta secção o texto
seguinte.
Outra
coisa…
Era uma vez um lobo que tinha uma varinha mágica e uma
fada com unhas grandes e dentes aguçados. Ele não era perigoso e encantava quem
lhe pedisse, ela não era meiga nem gentil. Havia também um livro vazio e
solitário que queria contar uma história, mas não a queria contar assim e pediu
a ambos que trocassem de lugar para as coisas ficarem mais como deviam ser,
fosse lá o que isso fosse.
Ora cada um deles vivia de um dos lados de uma ponte que ajudava quem
precisasse a trocar de margem. Nunca nenhum havia visitado a outra ponta da
ponte e pareceu-lhes que poderia ser uma excelente oportunidade de conhecerem o
seu lado, mas olhado de outro lado.
Esperavam que a aventura pudesse permitir a tal transformação, mais desejada pelo livro que por eles próprios, habituados que estavam a ser como eram. Mas a ideia de aparecer nas suas páginas e ficarem famosos era assim como, para alguns, aparecer na televisão: apetitosa.
Assim foi. Percorreram a distância, cruzaram-se a meio cumprimentando-se e chegaram ao outro extremo. Aguardaram. Aguardaram mais um bocadinho. Nada. O outro lado nem parecia o mesmo sem si. Era assim como olhar para um espelho e não estar lá. Ou parecer outro sem o ser.
O livro esperava a transformação ansioso a ver se finalmente conseguia escrever a história que lhe apetecia, com personagens reais iguais às que havia imaginado. Nada acontecia.
O silêncio que se escutava era quase assustador. Até o rio debaixo da ponte emudeceu ao olhar para a cara triste e vazia do livro que perdera toda a esperança de se preencher com as palavras que desejava.
Foi preciso eu explicar-lhe que as histórias são como queremos, que nelas podemos inventar quem quisermos, como nos apetecer, para os barulhos todos regressarem e o mundo desemudecer. Ouviram-se algumas gargalhadas da fada e do lobo enquanto trocavam novamente de lugar e a fada fazia menção de o comer com as unhas postas em jeito de garra, ao mesmo tempo que o lobo, com gestos delicados, fingia que a encantava com a sua varinha mágica. O rio continuou a deslizar entre ruídos de conversa com as pedras das margens e os peixes que aninhava em si. O livro abriu-se num sorriso e pôs-se a contar histórias em voz alta.
As histórias, essas, já as conhecemos. Um lobo muito mau a comer avós, a assustar meninas ou porquinhos... fadas sempre boas aqui e acolá.
A vida real é para ser real.
Os livros, se quisermos, podem ser outra coisa.
Esperavam que a aventura pudesse permitir a tal transformação, mais desejada pelo livro que por eles próprios, habituados que estavam a ser como eram. Mas a ideia de aparecer nas suas páginas e ficarem famosos era assim como, para alguns, aparecer na televisão: apetitosa.
Assim foi. Percorreram a distância, cruzaram-se a meio cumprimentando-se e chegaram ao outro extremo. Aguardaram. Aguardaram mais um bocadinho. Nada. O outro lado nem parecia o mesmo sem si. Era assim como olhar para um espelho e não estar lá. Ou parecer outro sem o ser.
O livro esperava a transformação ansioso a ver se finalmente conseguia escrever a história que lhe apetecia, com personagens reais iguais às que havia imaginado. Nada acontecia.
O silêncio que se escutava era quase assustador. Até o rio debaixo da ponte emudeceu ao olhar para a cara triste e vazia do livro que perdera toda a esperança de se preencher com as palavras que desejava.
Foi preciso eu explicar-lhe que as histórias são como queremos, que nelas podemos inventar quem quisermos, como nos apetecer, para os barulhos todos regressarem e o mundo desemudecer. Ouviram-se algumas gargalhadas da fada e do lobo enquanto trocavam novamente de lugar e a fada fazia menção de o comer com as unhas postas em jeito de garra, ao mesmo tempo que o lobo, com gestos delicados, fingia que a encantava com a sua varinha mágica. O rio continuou a deslizar entre ruídos de conversa com as pedras das margens e os peixes que aninhava em si. O livro abriu-se num sorriso e pôs-se a contar histórias em voz alta.
As histórias, essas, já as conhecemos. Um lobo muito mau a comer avós, a assustar meninas ou porquinhos... fadas sempre boas aqui e acolá.
A vida real é para ser real.
Os livros, se quisermos, podem ser outra coisa.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
"Mania da Organização", artigo de Helena Martinho
Descobrindo a arte de Ursus Wherli
Artigo de Helena
Martinho publicado em
Cadernos de Educação de Infância N.º 100,
Setembro-Dezembro.2013
“Hoje vamos
receber um convidado muito especial. Ele é suíço e por isso não poderá estar
aqui connosco, mas mandou-nos esta foto sua e de vários trabalhos que tem feito
para vos mostrar…”
Foi assim que no auditório do Centro de Interpretação
da Batalha do Vimeiro se deu início a uma divertida e muito participada sessão
sobre Ursus Wherli. Este artista e comediante tem realizado um curioso trabalho
de reorganização de espaços e ambientes, objectos, pinturas, bandeiras,
elementos da natureza…As imagens dos seus trabalhos dizem (quase) tudo
sobre o conceito subjacente à chamada “art of clean-up”.
A sessão iniciou-se com a passagem de um powerpoint com imagens de vários
trabalhos de Ursus, antes e depois de organizados. Começámos por analisar a
figura do artista, a formalidade com que está vestido na foto projectada, de
fato completo e gravata …“como se fosse
para um casamento”, adianta um menino.
De seguida, expliquei-lhes que o Ursus é um artista, mas que é um
artista muito especial, pois gosta muito de organizar tudo à sua volta.
Surge uma primeira imagem: todos identificam uma caixa de areia com brinquedos
espalhados e um menino a brincar. Questiono as crianças sobre como poderiam
organizar “aquela confusão”. Surgem algumas sugestões das crianças. Na imagem
seguinte todos os brinquedos estão organizados em filas, por categorias. As
crianças analisam a organização realizada pelo artista e tentam contar quantos brinquedos
existem em cada fila, referindo o que está em maior e menor quantidade.
A imagem seguinte é uma fotografia aérea de um parque de estacionamento.
Imediatamente, as crianças tentam encontrar soluções para “arrumar” os carros
estacionados. Deixo-os avançar com várias hipóteses e só depois passo à imagem
seguinte. Algumas crianças confirmam que acertaram. Os veículos estão arrumados
por cores e as crianças vão descrevendo o que vêem, levantando-se e indo
apontar as diferentes filas.
Surge nova imagem: um ramo de pinheiro. Como já entraram no jogo, as
crianças começam logo a avançar ideias para organizar a imagem, algumas
revelando muita imaginação. Todas as ideias são valorizadas, o que as leva a
não terem receio de falar. Por vezes torna-se difícil gerir o tempo de cada um
e há que solicitar a intervenção dos que se mantêm mais silenciosos perante o
quase incontrolável entusiasmo de outros…
De repente uma foto de um céu estrelado… e de seguida as estrelas
alinhadas por tamanhos e brilhos. Um menino adianta, decidido: “Ele usou um truque de computador. Só assim é
que ele conseguia pôr aquelas estrelas todas organizadas!” E outro
acrescenta: «Pois… não era como nos
carros, que ele ia com a chave e podia conduzir e mudá-los de lugar!”
Um comentário curioso surge quando aparece uma foto de um letreiro
escrito em caligrafia asiática. Um menino apreciador de animação japonesa adora
este tipo de escrita e assume que aquela é uma palavra japonesa: “Ali diz Japão”. Nova imagem: Ursus não
resistiu a dissecar os vários tracinhos que compõem a palavra, alinhando-os por
formas e tamanhos. Lanço uma pergunta provocadora: «E agora, continua a dizer ali Japão?», e o mesmo menino comenta sem
hesitar: «O único que sabe que ali diz
Japão é o Ursus!».
Em seguida, surgem trabalhos baseados em pinturas de autores
consagrados. Uma obra de Paul Klee, composta por quadrados, depois organizados
por colunas de cores, foi rapidamente identificada pelo grupo porque a imagem
já fora usada numa actividade no âmbito da matemática. De novo compararam as
alturas das colunas e o número de quadrados em cada uma.
Numa imagem que reproduz uma obra de Malevich, as crianças reconhecem um
homem a cortar uma árvore e na imagem seguinte tentam encontrar as partes respectivas,
como se se tratasse de peças de um puzzle.
Numa profusa e híper-colorida obra de Keith Haring, que Ursus organiza
por colunas de cor, as crianças querem contar os pedacinhos de cada cor e voltam
atrás várias vezes para ver “se o Ursus
não se esqueceu de nenhum bocado!”
Quando surge a pintura do quarto de Van Gogh, uma
criança reconhece-a de um puzzle que há no Jardim. Ao observarem, na imagem
seguinte, a “organização” realizada pelo artista, as crianças acham que a
imagem está agora mais desarrumada… pois o artista colocou todo o mobiliário em
cima e debaixo da cama… supostamente para se iniciar uma limpeza ao quarto. Em
jeito de segredo um dos meninos comenta: «Ai,
se o Ursus fosse ver como estão os brinquedos no meu quarto, organizava logo
aquilo tudo!!!»
No final da apresentação e de muitos comentários divertidos e
perspicazes, explico que vão passar para outra sala: a sala da organização e do
silêncio.
O grupo desloca-se para uma sala onde já estão preparados os materiais
sobre os quais irão intervir. Distribuo as crianças pelos diferentes locais,
seguindo uma lista elaborada previamente segundo critérios relacionados com os traços
de personalidade e interesses específicos de cada um.
À medida que levo cada criança até ao seu espaço, mostro-lhe os materiais
que tem à sua disposição e explico que deverá organizá-los, tal como faria
Ursus Wherli.
Na sala podemos encontrar uma mesa com uma imagem de Keith Haring e a
mesma imagem em partes, uma de Kandinsky e uma com letras chinesas (para colar
numa folha). As imagens mais complexas são atribuídas às crianças mais velhas.
No chão, encontram-se vários panos e cartolinas com caixas diferenciadas
contendo berlindes, conchas, mosaicos, pedras, carrinhos, lápis de cor,
carrinhos de linha, molas de roupa, pilhas, peças de vidro colorido, peças de
lego e um ramo de acácia.
Enquanto as crianças realizam as suas composições, vão sendo feitos registos
fotográficos das mesmas para guardar como memória (as composições são efémeras
e algumas vão sofrendo alterações ao longo da sessão).
À medida que terminam as suas composições, as crianças são convidadas a
irem observar o trabalho dos colegas, mas sem interferirem (a não ser que a
outra criança queira ser ajudada). Com a ajuda dos colegas que terminaram e que
se juntam a outros, vão surgindo novas composições, que são também registadas.
As crianças são avisadas que não devem correr nem fazer barulho, pois trata-se
de uma exposição e devem agir como se estivessem num museu ou numa galeria.
Apesar da maioria das crianças já ter terminado, algumas continuam
concentradas nos seus trabalhos.
No final da manhã, reunimos o grupo em roda, sentados no chão, para falar
sobre a actividade. Com alegria, confirmo que a actividade correu muito bem e
que eles estiveram muito concentrados na organização dos seus materiais.
Depois, cada um vai dizendo quais os materiais com
que trabalhou e a forma como os organizou. Algumas crianças atribuem sentidos inesperados
às suas composições e vão junto do trabalho para explicá-los. Porque há quem
organize de forma matemática, mas também quem crie uma figuração: um fundo
marinho com ouriços-do-mar e peixes, uma máquina de fazer diamantes ou a
representação de uma barbie-fada.
As crianças vão comentando que gostam das
composições dos colegas e mostram-se bastante satisfeitas com a actividade.
Voltamos ao Jardim… É sexta-feira. Na semana seguinte, voltamos ao mesmo
auditório, desta vez para ver a Conferência “Tidying up art” que Ursus proferiu
no programa TED-talks, na Califórnia, em 2006. Vou traduzindo e eles vão
comentando os novos trabalhos que não conheciam, desconstruções de obras dos
mestres da pintura moderna. Em seguida, vemos ainda projectadas as fotos do
atelier “Mania da organização”: as crianças trabalhando e imagens das obras
finais. Cada autor levanta-se e comenta o seu trabalho, explicando o processo e
o critério de organização; alguns até referem certas hesitações iniciais.
Agora sim… fechámos o atelier com chave de ouro. Foi uma produção feliz.
Quantas vezes produções morosas, e preparadas com a mesma paixão, não surtem o
efeito esperado, trazendo-me alguma (muita) frustração.
Depois…Bem, depois, há um dia assim… brilhante… que me reconcilia de
novo com esta ideia fixa de que só sei ser Educadora.
Notas finais – Esta
é a descrição de um atelier desenvolvido no Jardim de Infância do Vimeiro, em Maio
de 2013. O artigo foi elaborado com o apoio do texto redigido pela doutoranda
Sandra Rosado Fernandes, professora de Artes Plásticas na Escola Superior de
Educação de Lisboa, que assistiu à sessão. Um agradecimento especial é devido ao
Dr. Rui Filipe, do Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, um incansável
colaborador, que deu apoio técnico a esta actividade.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Enfants Perdus, de Claire Berest

No programa de Elisabeth Quin “28 minutes”, que passa no canal franco-alemão Arte-TV de 2.ª a 6.ª feira às 19h05, ouvi ontem a escritora (e ex-professora) Claire Berest falar do seu recente livro “Enfants Perdus”. Nele são abordados problemas muitíssimo graves de adolescentes franceses, mas a questão é mais abrangente e afecta certamente a juventude nascida na era digital noutras paragens. Ouçam "Le choix de Michel Field"
Apresentação da obra
Data de publicação: 23.Janeiro.2014
Claire
Berest a suivi pendant des mois le travail des policiers de la brigade des
mineurs de Paris. En immersion, à travers de longs entretiens, elle est partie
à la découverte de leur métier, de cette mission unique qui fait d’eux les
témoins privilégiés de la vie des adolescents d’aujourd’hui, de ce qu’ils
subissent et font subir. Une évidence s’est imposée à elle en écoutant leurs
histoires : de plus en plus de jeunes sont, toujours plus tôt, emportés dans
une dérive où la violence tient lieu de lien social, où la pornographie
remplace la sexualité, balayant au passage tous les acquis du féminisme. À ces
enfants perdus, rien ne semble plus permettre de se construire, de se projeter
dans l’avenir. Pour comprendre ce phénomène, elle a poursuivi son enquête auprès
de magistrats, d’enseignants, d’un homme politique, d’un pédopsychiatre. À tous
elle a posé la même question : qu’est-il en train de se passer dans la jeunesse
française ? Les réponses pourront effrayer. Mais on ne pourra plus dire, après
avoir lu Claire Berest, qu’on ne savait pas.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Quem fala assim...
O
antigo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Mariano Gago considera
que as praxes educam para o fascismo e defende que deve acabar a tolerância em
relação a estes comportamentos de jovens adultos. “Não pode haver complacência
nessa matéria”.
>> Declaração de Mariano Gago
domingo, 26 de janeiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
José Cid, um ilustre Artista nascido na Chamusca
[ O Último Dia na Terra 00:01; O Caos 04:23; Fuga Para o Espaço 10:13; Mellotron, o Planeta Fantástico 18:23; 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte 25:06; A Partir do Zero 31:08; Memos 35:52 ]
José Cid - piano, synthesizers, string ensemble, Mellotron, vocals
Ramon Galarza - drums, percussion
Zé Nabo - bass, guitar, electric 12-string guitar, acoustic guitar
Sergeant Mike - electric guitar, 12-string guitar (track 2)
10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte, assim se intitulou o álbum editado em 1978. À época, vendeu menos de mil exemplares. Passo a passo, porém, foi ganhando lugar de culto na melomania do rock progressivo. Passo a passo, tornou-se uma espécie de mito na carreira de José Cid – o álbum que gera mais curiosidade, o álbum que seria reeditado em 1994 pela editora especializada Art Sublime, crescendo em reconhecimento até surgir em listas de melhores de sempre na imprensa internacional. Mais de três décadas depois da edição, 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte vai ganhar nova vida, em palco, no dia 11 de Abril, na Aula Magna (Lisboa). Notícia do Público AQUI.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Estamos fartos!
«Este não é o destino que os portugueses escolheram nem o que os
militares juraram defender! Estamos
fartos!», disse o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas.
Haydn >> The best of
S. Sound Philharmonic Orchestra
1. Symphony no. 45, f# min, I Allegro Assai
"Farewell"
2. Symphony no. 45, in f# min, II Adagio "Farewell" 5:51
3. Symphony no. 45, in f# min, III Minuetto "Farewell" 14:34
4. Symphony no. 45, in f# min, IV Finale "Farewell" 18:40
5. Symphony no. 46, in B, I Vivace 26:21
6. Symphony no. 46, in B, II Poco Adagio 35:12
7. Symphony no. 46, in B, III Allegretto 40:59
8. Symphony no. 46, in B, IV Presto e scherzando 43:54
9. Symphony no. 48 in C, I Allegro "Maria Theresia" 48:13
10. Symphony no.48 in C, II Adagio "Maria Theresia" 54:29
11. Symphony no.48 in C, III Minuetto "Maria Theresia" 1:06:07
12. Symphony no.48 in C, IV Allegro "Maria Theresia" 1:11:16
13. Symphony no.49 in F minor, I Adagio "La Passione" 1:14:35
14. Symphony no.49 in F minor, II Adagio "La Passione" 1:22:50
15. Symphony no.49 in F minor, III Minuetto "La Passione" 1:28:00
16. Symphony no.49 in F Minor, IV Presto "La Passione" 1:32:26
17. String Quartet no.3, in C, Op. 76 I Allegro "Emperor " 1:35:57
18. String Quartet no.3, in C, Op. 76 II Poco adagio "Emperor "1:41:24
19. String Quartet no.3, in C, Op. 76 III Minuetto "Emperor "1:49:40
20. String Quartet no.3, in C, Op. 76 IV Finale "Emperor " 1:54:37
21. Minuetto I Trio 1:59:03
22. Minuetto II 2:00:56
2. Symphony no. 45, in f# min, II Adagio "Farewell" 5:51
3. Symphony no. 45, in f# min, III Minuetto "Farewell" 14:34
4. Symphony no. 45, in f# min, IV Finale "Farewell" 18:40
5. Symphony no. 46, in B, I Vivace 26:21
6. Symphony no. 46, in B, II Poco Adagio 35:12
7. Symphony no. 46, in B, III Allegretto 40:59
8. Symphony no. 46, in B, IV Presto e scherzando 43:54
9. Symphony no. 48 in C, I Allegro "Maria Theresia" 48:13
10. Symphony no.48 in C, II Adagio "Maria Theresia" 54:29
11. Symphony no.48 in C, III Minuetto "Maria Theresia" 1:06:07
12. Symphony no.48 in C, IV Allegro "Maria Theresia" 1:11:16
13. Symphony no.49 in F minor, I Adagio "La Passione" 1:14:35
14. Symphony no.49 in F minor, II Adagio "La Passione" 1:22:50
15. Symphony no.49 in F minor, III Minuetto "La Passione" 1:28:00
16. Symphony no.49 in F Minor, IV Presto "La Passione" 1:32:26
17. String Quartet no.3, in C, Op. 76 I Allegro "Emperor " 1:35:57
18. String Quartet no.3, in C, Op. 76 II Poco adagio "Emperor "1:41:24
19. String Quartet no.3, in C, Op. 76 III Minuetto "Emperor "1:49:40
20. String Quartet no.3, in C, Op. 76 IV Finale "Emperor " 1:54:37
21. Minuetto I Trio 1:59:03
22. Minuetto II 2:00:56
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
MLER IFE DADA >> Zuvi Zeva Novi
Em 2014, os Mler
ife Dada regressam aos palcos nacionais para a celebração de 30 anos de existência. Na liderança mantêm-se Nuno Rebelo e Anabela Duarte, dupla que constituiu o seu
principal núcleo criativo nos anos 1980. A banda produziu uma nova imagem para esta estreia
de «Pintar Um Vai Vem 1984-2014» no CCB.
Anabela Duarte voz
Nuno Rebelo guitarras e arranjos
Francisco Rebelo baixo
Filipe Valentim teclados
Samuel Palitos bateria
Trio de Cordas e Trio de Metais
Nuno Rebelo guitarras e arranjos
Francisco Rebelo baixo
Filipe Valentim teclados
Samuel Palitos bateria
Trio de Cordas e Trio de Metais
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Educação, Ciência e Economia (ou Um Ministro Pouco Sábio)
Artigo completo de Carlos Fiolhais AQUI.
«[...] O ministro da
Economia pouco sabe de Educação e de Ciência. E, absorto como tem andado nos
seus negócios (tanto das empresas como da política, os dois entre nós muito bem
misturados), também sabe pouco da vida real. Se soubesse, saberia, por exemplo,
o que recordou há semanas no Porto, numa conferência sobre Ciência, Economia e
Crise, o físico espanhol Pedro Echenique. Em 1995, quando se discutia nos
Estados Unidos uma diminuição do financiamento público à investigação
científica, os CEO de 15 das principais empresas de base
científico-tecnológica, como a IBM e a General Electric, subscreveram
uma carta aberta pedindo o reforço da ciência fundamental. Queriam que o
Congresso continuasse o apoio "a um vibrante programa de investigação
universitária com visão de futuro".
Acontece que o
futuro costuma chegar pela mão de cientistas inovadores, em geral muito longe
da “economia real”. Não faltam exemplos. O laser foi inventado há mais
de 50 anos, numa equipa de ciência fundamental (ora cá está: a óptica
quântica!) que trabalhava nos Bell Labs. Na altura foi chamado uma
descoberta à procura de aplicações. Hoje é o que se sabe: está por todo o lado,
nos cabos ópticos, nos CD, nas cirurgias, no corte de materiais, nas luzes das
discotecas e até nas caixas de supermercados, por onde passam os códigos de
barras das cervejas. Com a orientação de Pires de Lima jamais teria havido
lasers.
Existe, de facto,
em Portugal um problema de ligação das empresas com a investigação. Mas ele não
se resolve com a diminuição da investigação fundamental. Não se resolve com
menos ciência, mas sim com mais ciência. Precisamos, em particular, que os
gestores percebam o valor da ciência, tal como os seus congéneres
norte-americanos, e invistam nela, apoiando os programas públicos de ensino
avançado e pesquisa, e contratando, com o seu próprio dinheiro, doutores e
pós-doutores. Não precisamos de economias na ciência, mas sim de pessoas na
economia que apostem na ciência.»
Gisela João >> Vieste do Fim do Mundo
A Fadista Gisela João canta hoje na Casa da Música (Porto)
e no sábado canta no Centro Cultural de Belém (Lisboa)
e no sábado canta no Centro Cultural de Belém (Lisboa)
Letra e música -
João Loio
Guitarra portuguesa - Ricardo Parreira
Viola - João Tiago
Baixo - Francisco Gaspar
Guitarra portuguesa - Ricardo Parreira
Viola - João Tiago
Baixo - Francisco Gaspar
Vieste do fim do
mundo
num barco vagabundo
Vieste como quem
tinha que vir para contar
histórias e verdades
vontades e carinhos
promessas e mentiras de quem
de porto em porto amar se faz.
Vieste de repente
de olhar tão meigo e quente
bebeste a celebrar
a volta tua
tomaste'me em teus braços
em marinheiros laços
tocaste no meu corpo uma canção
que em vil magia me fez tua.
Subiste para o quarto
de andar tão mole e farto
de beijos e de rum
a noite ardeu
cobri-me em tatuagens
dissolvi-me em viagens
com pólvora e perdões tomaste
o meu navio que agora é teu.
num barco vagabundo
Vieste como quem
tinha que vir para contar
histórias e verdades
vontades e carinhos
promessas e mentiras de quem
de porto em porto amar se faz.
Vieste de repente
de olhar tão meigo e quente
bebeste a celebrar
a volta tua
tomaste'me em teus braços
em marinheiros laços
tocaste no meu corpo uma canção
que em vil magia me fez tua.
Subiste para o quarto
de andar tão mole e farto
de beijos e de rum
a noite ardeu
cobri-me em tatuagens
dissolvi-me em viagens
com pólvora e perdões tomaste
o meu navio que agora é teu.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Thank you, Marie!
Marie Kubešová é uma jovem
cientista que trabalha no Instituto de Física Nuclear da Academia das Ciências da
República Checa, tendo-se especializado no domínio da análise por activação com
neutrões [ver aqui
e aqui].
Em Novembro escrevi-lhe: “I have discovered today your very interesting site on neutron activation
analysis. In this respect, I admit that my site on neutron self-shielding
may be useful for you.”
Resposta de Marie: “Thank you for your e-mail. In the near future I would like to add your
web into the useful links (my web is
still under construction).”
Registo agora, com satisfação,
que a sua intenção foi concretizada há dias [ver aqui], o que dará maior divulgação à descoberta feita no
Laboratório Nuclear de Sacavém.
Bem-Haja, Marie! Děkuji!
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
O Avô Joaquim Pinheiro II
com 2 comentários do neto Joaquim José Pinheiro
que facultou os cartões abaixo (de 1929 e 1947)
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Cristina Branco >> O lenço da Carolina
Autoria: Miguel Farias/João Paulo Esteves da Silva
Ricardo J. Dias (piano)
Bernardo Couto (guitarra portuguesa)
Bernardo Moreira (contrabaixo)
Carlos Manuel Proença (viola)
Subscrever:
Mensagens (Atom)































