segunda-feira, 16 de setembro de 2013

domingo, 15 de setembro de 2013

«E agora quem manda aqui?»

Recomenda-se a reportagem do P2 (revista do PÚBLICO) de hoje 
sobre o desaparecimento de juntas de freguesia e suas consequências.


sábado, 14 de setembro de 2013

Saia aí uma “nova cultura política” sff…


«O ministro Poiares Maduro, no estilo bastante arrogante com que faz declarações, diz que quer “uma nova cultura política para Portugal” [...] Poiares Maduro entrou para o Governo para substituir Relvas como ministro da propaganda, portanto a “novidade cultural” que podia trazer seria de imediato incompatível com o cargo e as funções se ele fosse menos ambicioso e se se respeitasse intelectualmente a si próprio, ou seja, se tivesse uma outra “cultura política”. Ele não podia deixar de saber ao que vinha e para que vinha. E sabia-o tão bem que de imediato se colocou na função de repetidor da propaganda governamental naquilo em que ela é mais dolosa, função que tem desempenhado até ao dia de hoje, como circulador de falsos argumentos e de afirmações manipulatórias. O intelecto e a arrogância ajudam, a subserviência acrítica de muita comunicação social faz o resto. [...]

Um intelectual que aceita chamar “requalificação” àquilo que o Governo pretende há muito fazer, despedir funcionários públicos, não merece qualquer respeito, nem que tenha mil doutoramentos. [...]

Mas não vale a pena ir muito mais longe com Poiares Maduro. Este discurso da “realidade” é apenas outra maneira de dizer que ou as coisas se fazem como o Governo quer ou não se podem fazer. Ou se fazem como o Governo quer ou são ilusões irrealistas. Como é que um simples mortal pode discutir com os excelsos intérpretes da “realidade”, que têm consigo a força das leis da física, o peso imenso da natureza e da “realidade”, e as atiram à cara de uns ignorantes que pensam que não é bem assim, que talvez haja outra maneira de fazer as coisas, e que a “realidade” é outra, ou que há várias “realidades” e que a performance dos“realistas” tem sido um desastre, e que podem sempre lembrar que 2014 era o ano dos 2% de défice e agora o Governo está a pedir que lhe autorizem mais do dobro, ou que neste mês de Setembro regressaríamos em pleno aos mercados? 
Alguma coisa falhou na “realidade”, não é verdade?»


In artigo “Saia aí uma ‘nova cultura política’, se faz favor, em que se chame aos despedimentos ‘requalificação’”, de José Pacheco Pereira, saído hoje no PÚBLICO

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Parabéns João Guilherme !

Aqui tinhas apenas 2 aninhos, passeavas às cavalitas da Mãe 
com um carrinho na mão e... as borboletas gostavam de ti! 
Hoje completas 9 anos, entras no 4.º ano de escolaridade, 
praticas skimming e já vais a concertos do Roger Hodgson!


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ninguém nos leva ao engano *

* Verso da canção “Tourada” (1973)
Letra: José Carlos Ary dos Santos
Música: Fernando Tordo
http://www.youtube.com/watch?v=eMNIGliSArk

Praça de touros do Campo Pequeno, Lisboa (foto tirada hoje)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

"Impressão digital", de António Gedeão


       Impressão digital

Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.



Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes
.


domingo, 8 de setembro de 2013

Contratos para cumprir e contratos para violar

«(…) A tempestade originada pela decisão do Tribunal Constitucional equipara a “confiança” a um “direito adquirido”, uma expressão que ganhou hoje, na linguagem do poder, a forma de um qualquer vilipêndio. Segundo essa linguagem, repetida por muito pensamento débil na comunicação social, os “direitos adquiridos” não são mais do que privilégios inaceitáveis, que põem em causa a “equidade”. (Se parassem para pensar veriam que não há equidade nenhuma, e meditariam um pouco sobre por que razão se fala de equidade e não de igualdade. Mas essa questão da “equidade” fica para outra altura.) Claro que os “direitos adquiridos” são essencialmente do domínio do trabalho, dos direitos do trabalho e dos trabalhadores, activos e na reforma, e não se aplicam a outros “direitos” que esses são considerados intangíveis na sua essência. Por exemplo, os contratos com as PPP e os swaps, ou a relação credor-devedor, são tudo contratos que implicam a seu modo “direitos adquiridos”, mas que, pelos vistos, não podem ser postos em causa. (…)»


In “Contratos para cumprir e contratos para violar”, 
artigo de José Pacheco Pereira publicado ontem 
no jornal PÚBLICO. Texto completo aqui.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

É isto o bom senso?

TC interpretou a limitação dos mandatos autárquicos numa base territorial: 
os dinossauros podem agora circular livremente de museu em museu!

Clicar para ampliar (o bom senso). 


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Em defesa da cultura científica

Artigo de Carlos Fiolhais 
saído hoje no jornal PÚBLICO.

«Nas últimas três décadas a ciência cresceu em Portugal de uma forma explosiva, em resultado não só da disponibilidade de recursos vindos da União Europeia como da inteligência na alocação de uma parte deles, uma fatia pequena no bolo total, mas que alimentou um sector quase inexistente. Basta olhar para os números da PORDATA de crescimento da parcela do PIB destinada à investigação e desenvolvimento, do pessoal activo nesse domínio  e do número de publicações reconhecidas internacionalmente. Neste sector, a nossa posição no ranking europeu já não é, neste sector, de inominável vergonha como era: estamos agora a meio de uma tabela encabeçada pelos países mais ricos. Tudo isso não teria sido possível se os cidadãos 
não tivessem interiorizado a ideia de que a ciência é necessária e que, sem uma forte aposta na ciência e tecnologia, um país não pode ter sucesso económico. Os meios de comunicação social, os livros de divulgação e os museus e centros de ciência desempenharam para isso um papel fundamental.
Infelizmente, (…)».

Texto completo: aqui.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Tribunal Constitucional chumba lei "agressiva"




O Tribunal Constitucional chumbou o novo regime que criava o sistema de requalificação na função pública, e abria portas, pela primeira vez, ao despedimento de trabalhadores do Estado. O tribunal considerou que os motivos invocados no diploma para justificar a integração de funcionários neste regime são pouco precisos, tendo em conta o efeito “agressivo” desta lei.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Mais cortes nas pensões de aposentação?!

“A propósito do corte nas pensões de aposentação e... das excepções”
Luís Reis Torgal (Professor catedrático jubilado)
PÚBLICO, 28.Agosto.2013

 «(...) Mais uma vez este Governo prepara-se para reduzir as pensões dos aposentados da função pública, sob pretexto de que o cálculo das pensões beneficiou sempre o sector público em detrimento do privado, como se alguma vez tivesse dado mostras de se preocupar com a justiça social. O que conta é o pragmatismo neoliberal, que tanto funciona em favor do consumismo que consumiu e continua a consumir alguns, como actua agora pela austeridade que empobrece muitos mais. Desta vez - mais uma vez -, numa lógica de disparate absoluto que ninguém compreende, lança cá para fora ou cria condições para que surjam notícias que nos colocam os cabelos em pé, a ponto de nos perguntarmos se são ou não verdadeiras. A engenharia financeira dos cortes nas pensões é complexa e, nessas notícias desencontradas, além de se verificar a ilusão de que se pretende salvar os mais desfavorecidos (os que ganham até 600 euros ou os que recebem pensões de sobrevivência até 300 euros) aparece a ideia de que há excepções nesses cortes. Fala-se ora dos magistrados e dos embaixadores, ora dos funcionários da Caixa Geral de Depósitos, ora dos políticos que gozaram da benesse de usufruírem de aposentações, ou subvenções, após poucos anos de exercício dos seus cargos... Uns porque se mantêm (ou o seu estatuto os mantém formalmente) no activo, outros porque, porventura, as contas da sua aposentação eram diferentes, mas muitos, com certeza, porque correspondem a interesses de classe e ao medo que esses interesses venham ao de cima e prejudiquem a paz podre em que todos vivemos, com um Governo que - parece - já não representa ninguém, além de alguns elementos dos partidos que nos governam, ou desgovernam. (...)


Torno a pedir desculpa aos leitores por ter falado de mim, dizendo apenas o que fui e o que sou, como muitos outros podem fazê-lo, na qualidade de professores (do pré-escolar e do ensino básico ao ensino secundário e superior) ou de funcionários públicos de outras profissões, as mais variadas. Continuamos alguns no activo, gratuitamente..., e muitos descontaram para a as suas pensões ao longo de muitos anos. Todavia, este Governo com muitos ineptos e oportunistas, que todos os dias ensaiam o espectáculo do Poder, neste país dependente, nesta Europa burocrática e neste "mundo plano" sem controlo, brinca connosco, considera-nos ricos, aplica-nos taxas de solidariedade (!) e pretende agora diminuir ainda mais a nossa pensão de aposentação, não se esquecendo, evidentemente, de algumas excepções... Este país não é para velhos, como não é para novos. Só para alguns poucos e, por vezes, os mais medíocres.
Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? - é famosa, e por vezes tremendamente actual, a frase de Cícero. "Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?". Transferindo-a para os dias de hoje: até quando este Governo ou, ainda melhor, este sistema, abusará da nossa paciência?»

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Meus queridos tetranetos...

… dei uma entrevista ao chamusquense Carlos S. Oliveira 
que foi ontem publicada num blogue da vila onde nasci. 
Se tiverdes curiosidade em saber “coisas” sobre o vosso tetravô, clicai aqui.

domingo, 25 de agosto de 2013

Chamusca -- A nossa casa

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 A laranjeira, o limoeiro e as rosas

 O arbusto preferido de minha Mãe...

 ... que dá uns brincos-de-princesa lindos

 O quintal

As uvas (poucas!) e as roseiras

O terraço, com vista para o campo

As andorinhas na hora da despedida...
(casa em frente, R. Santo Antoninho)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Acabou a pausa de férias

A rotina matinal consistia em sair do Hotel Santa Cruz, 
caminhar até ao monumento a João de Barros (1881-1960)
e descer à praia depois de tomar uma bica no Buzio Bar




quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pausa na pausa...

… para relevar a participação de portugueses na Conferência Scratch 2013 (Barcelona) entre os quais esteve a minha filha Maria Teresa.