domingo, 5 de fevereiro de 2017

Quando o primeiro átomo atravessar a fronteira...

Num artigo sério, intitulado Almaraz e a soberania e escrito por uma pessoa respeitável (ver aqui), encontrei uma passagem que considero muito divertida:

[...] nada se poderá fazer até ao momento em que o primeiro átomo atravesse a fronteira. E depois ninguém vai pedir o passaporte ao átomo.

Julgo que não tenha sido um gracejo, antes uma liberdade de linguagem...


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Almaraz na berlinda, ainda não é desta...

...so what ?
Face aos níveis de trítio em causa (1,5 a 9,8 becquerels por litro em Vila Velha de Ródão e 0,8 a 5,6 em Valada do Ribatejo), o director-adjunto do Laboratório de Protecção e Segurança Radiológica (Sacavém), João Garcia Alves, explica que o chamado valor paramétrico para o trítio estabelecido na lei de água para consumo humano é de 100 becquerels por litro.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A gravidade, a quem possa interessar :)

O meu neto João Guilherme (12 anos, 7.º ano) está a começar a estudar a gravidade (à superfície da Terra) na disciplina de Física, e pediu-me ajuda para interpretar a queda de objectos numa câmara de vácuo que observou num vídeo.
Como preâmbulo, fiz esta figura para ele compreender que pode jogar a bola no Polo Norte, no Polo Sul, no Equador ou em qualquer outro ponto da Terra, porque  os campos estão todos na horizontal e ninguém está de cabeça para baixo!


Para a interpretação da experiência, recorri a este esquema. 
Espero que funcione...
Clicar para ampliar.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

In Memoriam Júlio Pistacchini Galvão (1925-2017)

Júlio Pistacchini Galvão, Investigador Coordenador aposentado e um dos fundadores do Laboratório de Física e Engenharia Nucleares (LFEN) da Junta de Energia Nuclear (JEN), actual Campus Tecnológico e Nuclear do IST-Universidade de Lisboa.
Licenciado em Ciências Físico-Químicas, pela Faculdade de Ciências de Lisboa, bolseiro do Instituto de Alta Cultura (IAC), no Centro de Estudos de Física Nuclear, IPO-Lisboa, iniciou a colaboração com a JEN ainda como bolseiro do IAC.
Frequentou o Curso de Engenharia de Reactores Nucleares, no Centro de Investigação Atómica de Harwell, Inglaterra. Participou no planeamento e programação do Laboratório de Física e Engenharia Nucleares e nas actividades relativas à sua construção e apetrechamento, tendo seleccionado o local para a respectiva implantação e colaborado na redacção do caderno de encargos do Reactor Português de Investigação, assim como na análise das propostas de fornecimento deste equipamento e na elaboração do respectivo Relatório Preliminar de Segurança. Continuação da biografia AQUI.

Júlio P. Galvão e Jaime C. Oliveira recebem o Presidente da República 
Ramalho Eanes numa vista ao Laboratório Nuclear de Sacavém (1980)

Júlio P. Gavão (2.º a partir da esquerda) na cerimónia que assinalou o 50.º aniversário do Reactor Português de Investigação (Sacavém, 2011)
 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"Precisamos de fronteiras fortes"



Não era preciso ir lá

Os-Verdes-vão-para-Portalegre-e-Castelo-Branco-explicar-os-riscos-de-Almaraz

O Partido Ecologista Os Verdes decidiu levar as suas jornadas parlamentares para os distritos de Portalegre e Castelo Branco, os que mais próximos estão de Almaraz.
Um dos objectivos é perceber até que ponto a população está preparada para enfrentar os riscos de um acidente na central, contou ao PÚBLICO a deputada Heloísa Apolónia. 
 A resposta está AQUI.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Um retrato do "tweeting president"

José Pacheco Pereira (Público, 28.Jan.2017)
Trump quer fazer o que quer sem qualquer entrave. Não é um democrata, não é um liberal, não é um conservador, nem um fascista, nem um nacionalista, é um demagogo revolucionário, egocêntrico e autoritário, que só ouve a voz do seu próprio sucesso. E, como sucesso não lhe falta, essa voz soa-lhe bem alto. Milhões de americanos já entenderam que com Trump a resistência tem de ser imediata e constante e não pode ser complacente ou adiada. Como Trump tem com ele também muitos milhões, o ambiente político nos EUA é de cortar à faca e vai-se agravar todas as vezes que ele abrir a boca, e vai abri-la todos os dias, porque precisa de um contínuo fluxo para alimentar o seu estilo revolucionário. Menosprezem-no e pagarão um preço bem alto.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Quem com ferros mata...

Trump acredita que "a tortura funciona" e quer combater "fogo com fogo"
Se acredito que a tortura funciona? Absolutamente.” A frase é do novo Presidente dos EUA, que reforçou a sua confiança na eficácia das técnicas de tortura de suspeitos de actos terroristas.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Portugal consome electricidade nuclear...


Houve tempo em que a EDP indicava na factura a percentagem de electricidade proveniente  de centrais nucleares estrangeiras (ver AQUI). Depois deixou de o fazer explicitamente. Porquê? Por "vergonha"? Agora o regulador (ERSE) recomenda às empresas que divulguem aos clientes as origens da electricidade que comercializa. Ficamos à espera. Que se saiba, a electricidade de origem nuclear (como a da central de Almaraz) não tem peçonha...


Orgulhosamente só


O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que irá arrancar com uma das suas promessas eleitorais mais polémicas: a construção de um muro na fronteira com o México.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Donald Trump, o começo do fim no princípio?

Liliana Borges
Um grupo de advogados apresentou uma queixa contra Donald Trump, considerando que o Presidente dos Estados Unidos viola a Constituição norte-americana por não se ter desligado completamente dos seus negócios.

 Ver também  
Trump, um Presidente cheio de incompatibilidades

domingo, 22 de janeiro de 2017

Ainda a central nuclear de Almaraz... Como disse?!

Num artigo do Público de hoje (ver AQUI) pode ler-se:

– Do ponto de vista da radioactividade atmosférica, o risco dependerá sempre da situação meteorológica. Se tivermos ventos do quadrante Leste, a primeira localidade a ser atingida é Idanha-a-Nova. Se for Oeste, a nuvem radioactiva pode chegar a Vila Velha do Ródão mas, para medir o risco, tínhamos que ter em conta muitos factores, nomeadamente se os movimentos são ascendentes ou descendentes. A chuva também pode ajudar a tornar mais rápida a deposição dos resíduos no solo… – enquadra Costa Alves, meteorologista e activista antinuclear.

Nota - Deixando de lado os movimentos ascendentes ou descendentes... se o vento soprar de Oeste, como pode a nuvem radioactiva chegar a Vila Velha de Ródão?!