quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Mas... o que é isto?!

Bancos obrigados a enviar ao fisco saldos das contas bancárias dos clientes?!

Pedro Crisóstomo (PÚBLICO, 17.Ago.2016)

A proposta de diploma do Governo que vai obrigar os bancos a enviarem ao fisco os saldos das contas bancárias de todos os residentes em Portugal mereceu fortes críticas da Comissão Nacional de Protecção de Dados e, perante o parecer, onde se diz que a protecção do sigilo bancário fica seriamente comprometida, o Ministério das Finanças admite acolher “na generalidade” as recomendações, mas sem pôr em causa a comunicação dessas informações uma vez por ano à administração tributária.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Discurso de Passos Coelho no Pontal

“Nós levamos a sério a política. Nós levamos a sério o país. Nós levamos a sério as pessoas. E é porque nos preocupamos com elas e com o seu futuro que faremos o que é difícil, que faremos o que é preciso, e esperamos que o que seja preciso e o que é difícil seja menos do que aquilo que nós podemos fazer, porque podemos fazer mais do que aquilo que é difícil, podemos também fazer aquilo que é necessário para que Portugal possa ser, como a Espanha tem vindo a mostrar, como a Irlanda mostrou também, um país em que no futuro todos querem apostar.”


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Patrícia Mamona no triplo... dever cumprido!


Marco Vaza (PÚBLICO, 15.Ago.2016) 

A portuguesa Patrícia Mamona fez um novo recorde nacional 
na final do triplo salto e ficou a nove centímetros do bronze.

A volta à pista era um recorde “impossível”, mas...


Luís Lopes (PÚBLICO, 15.Ago.2016)
O sul-africano Wayde van Niekerk bateu largamente toda a concorrência nos 400m e acabou com o fantástico tempo de 43,03s, um novo recorde mundial que cancela o que fora obtido em 26 de Agosto de 1999, por Michael Johnson.

domingo, 14 de agosto de 2016

A oeste (Rio de Janeiro) nada de novo...

...em matéria de medalhas olímpicas para Portugal. É fácil falar de medalhas, alimentar sonhos irrealizáveis, onde entram políticos, jornalistas, comentadores da televisão, etc. Mais difícil é os atletas encontrarem motivação, persistência, forças e apoios para se conseguir ver flutuar a bandeira nacional no mastro olímpico. Telma Monteiro conseguiu, mas não há muita gente com a raça desta atleta. Desçam à Terra e não comecem desde já a falar de esperanças para o que pode acontecer em Tóquio daqui a quatro anos.


sábado, 13 de agosto de 2016

Ayana bate recorde com 23 anos nos 10000 metros

Luís Lopes (PÚBLICO, 13.Ago.2016)
A melhor marca mundial durava há 23 anos e era da chinesa Wang Junxia.
O atletismo olímpico teve um arranque de sonho no Rio de Janeiro, com um recorde do mundo batido. De forma inesperada e apesar de uma final de 10.000m femininos matinal, Almaz Ayana, a etíope que vinha dando cartas nos dois últimos anos nos meetings da Liga Diamante e a época passada se sagrara campeã mundial dos 5000m, em Pequim, pulverizou a marca global da dupla légua por uma margem incrível, e ainda para mais ultrapassando um recorde que nunca alguém havia aproximado. O tempo futurista de 29m17,45s passa a ser o novo limite feminino dos 10.000m, uma prova cada vez mais desprezada na Europa e que teve nos portugueses Fernando Mamede um antigo recordista mundial e em Fernanda Ribeiro uma campeã olímpica.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Simone Biles = OURO no Rio-2016

É a segunda medalha de ouro olímpica de Simone Biles, a grande estrela da actualidade na ginástica. A norte-americana venceu o concurso geral individual, confirmando o favoritismo que lhe era atribuído e encerrando a prova com uma exibição notável no solo.
Biles conquistou o ouro, com 62,198 pontos, à frente da compatriota Alexandra Raisman (60,098) e da russa Aliya Mustafina (58,665), tornando-se a primeira mulher em 20 anos a vencer sucessivamente os títulos mundial e olímpico no All-Around. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O que é um bom professor?

Bons Professores
Fausto Amaro (Público, 11.Ago.2016)
[...] Uma das críticas, geralmente formuladas pelos alunos, quer ao nível do secundário, quer do universitário, é que alguns docentes mostram insegurança sobre os conhecimentos que transmitem ou no esclarecimento das dúvidas. Mas os alunos apreciam a honestidade intelectual e prefeririam que em caso de dúvida o professor admitisse que não tem a resposta e que a iria procurar, talvez até com a ajuda dos alunos. Estes incidentes podem até ajudar a desenvolver o sentido crítico dos alunos e a desenvolver atitudes de respeito pelos outros. [...]

* * *
Não posso estar mais de acordo. Há quase 20 anos publiquei um artigo no EXPRESSO (Ensino e realidade quotidiana, 01.Novembro.1996) em que dizia o seguinte:

[...] É certo que o professor pode encontrar, na pedagogia, ensinamentos no sentido de tornar mais eficaz a sua aptidão para comunicar, e também é verdade que a competência específica do professor na disciplina ministrada, assim como a sua cultura geral, contribuem muito para o enriquecimento da relação professor-aluno. Todavia, estas são apenas condições necessárias, que não suficientes para o objectivo pretendido.

Há qualquer coisa de indefinível, que “não vem nos livros” [como dizia Rómulo de Carvalho], que faz com que os bons professores – aqueles que marcam os alunos e são recordados com carinho – se destaquem dos outros. Serão, em geral, as qualidades humanas? o perfil físico? o tom de voz? a experiência? o empenhamento? a imaginação? a disponibilidade? o jeito para dialogar? a capacidade de fomentar e gerir cumplicidades? será uma vocação natural? Não sei. Sei apenas que dos professores bem se poderia dizer que «são muitos os chamados... mas poucos os escolhidos». [...]
  
Aquele diálogo fez-me pensar, ainda, na necessidade de encarar com serenidade as perguntas dos alunos, por mais desconcertantes que elas sejam, e de procurar dar-lhes resposta adequada, em cada caso e consoante as circunstâncias. Ora, isto nem sempre se verifica, basicamente por duas ordens de razões: porque a resposta não é fácil ou imediata, ou então porque o professor tem dificuldade em admitir que não está habilitado a responder. Quando tal acontece, não raras vezes há a tentação de “despachar” o aluno com uma resposta qualquer.

Nesta matéria, há que reconhecer dois factos essenciais. O primeiro, é que é fácil, a um jovem curioso, fazer perguntas difíceis. O segundo, é que um professor não é uma pessoa obrigada a saber tudo (ninguém sabe tudo!). Entendido isto, por qualquer das partes, a relação professor-aluno pode ganhar a dimensão desejável, assente numa base de confiança recíproca. Se um professor não está, de momento, em condições de responder a uma dada pergunta, deve simplesmente admitir isso mesmo, procurar informar-se e, depois, satisfazer a curiosidade do aluno. Qualquer jovem compreende, e respeita, uma atitude de humildade e de honestidade intelectual. O que não aceita, nem desculpa, no momento ou a prazo, é que lhe dêem respostas apressadas ou tolas.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Basta de imagens de incêndios nas televisões!

João Miguel Tavares (Público, 09.Ago.2016)
[...] A falta de seriedade com que nós enfrentamos os problemas da floresta portuguesa só tem paralelo na histeria que toma conta das televisões assim que, para citar Quim Barreiros, entra Agosto. Há mais de dez anos que se fala em auto-regulação das televisões, por uma razão muito atendível: estimando-se que um quarto dos incêndios tem origem criminosa e estando comprovado que os pirómanos se entusiasmam com a sua cobertura, o festim de chamas serve de alimento a futuros fogos. [...]

[Partilho obviamente desta preocupação. Em 29 de Julho fiz uma pergunta no post desse dia: “Estaremos a ajudar a criar pirómanos” quando as estações de televisão repetem ad nauseam imagens de incêndios?]

Floresta laurissilva, Madeira (foto David Francisco)

A raça de Telma... ou o bronze que sabe a ouro



sábado, 6 de agosto de 2016

Artigos de divulgação científica sobre o “nuclear”


O desconhecimento de certas matérias torna as pessoas vulneráveis e gera medos. É o que acontece muitas vezes com o “nuclear”.

A situação de iliteracia generalizada neste domínio fez-nos pensar, a mim e ao director-geral do semanário O MIRANTE, Joaquim António Emídio, que faria sentido utilizar um espaço na versão online do jornal para abordar questões desta índole, tirando partido do livro Energia Nuclear Mitos e Realidades, de que sou co-autor com Jaime da Costa Oliveira (Edição O MIRANTE , 2000). Foi neste contexto que iniciámos uma “viagem” por temas da Física Nuclear e das Radiações, publicando uma trintena de artigos entre Outubro.2014 e Abril.2015. 
A compilação destes artigos, em versão melhorada, está a partir de agora disponível neste blogue.

Localizar, na coluna à direita, Artigos de divulgação - nuclear. 
Para aceder aos artigos, basta proceder como segue:

(1) clicar em “nuclear” (aparecem as 30 capas dos artigos);
(2) clicar na capa do artigo que se pretende ler;
(3) clicar na seta virada para baixo (download);
(4) abrir o artigo (com Adobe Acrobate Reader).

Boas leituras!