segunda-feira, 6 de junho de 2016

Apreciação espanhola sobre o álbum ilustrado "Sonho com Asas"



Soñar es el gran privilegio de quienes tienen alas

Poema gráfico. Sueños de volar
Teresa Martinho Marques y Fátima Afonso  

(Editora Kalandraka)

César Rufino

Dice la editorial Kalandraka que este libro suyo es para niños a partir de ocho años, pero ese a partir habría que ponerlo bien destacado, en negritas, porque probablemente haya casos en los que sea una lectura adecuada para adolescentes y otras en las que quien se solace con su degustación sea una persona jubilada. Si en la mayoría de los libros infantiles la franja de edad del destinatario es una mera suposición, en el caso de Sueños de volar la incertidumbre llega tan lejos como pueda hacerlo la poesía que contiene, que no es solo poesía literaria en sentido estricto, sino sobre todo visual. Al empeño de la portuguesa Teresa Marques por componer un texto metaforico y decidido a ser profundo sobre la búsqueda del lugar al que llevan las alas del deseo y de la voluntad, su compatriota Fátima Afonso le ha dado un baño de belleza que es un auténtico desparrame de originalidad, sutileza, colorido, sencillez, delicadeza y sensibilidad. Si no fuese porque se quedaría uno sin libro, dan ganas de arrancar las páginas y enmarcarlas. Un planteamiento breve pero ambicioso, repleto de símbolos y destinado a fortalecer ciertos aspectos de la personalidad del lector que a lo largo de la vida serán muy provechosos, como la fantasía, la imaginación, la curiosidad, la reflexión (sobre todo, la reflexión), la serenidad y la capacidad de discernir qué cosas hay que meter en la maleta de la vida y cuáles es mejor dejar fuera.

A "geringonça" lá vai indo...


Costa-anuncia-nova-prestaçãoo-social-para-pessoas-com-deficiência
São José Almeida

O anúncio de um conjunto de medidas governativas foi feito por Costa num 
discurso em que se destacou a defesa 
política do ministro da Educação.

sábado, 4 de junho de 2016

Sabe o que é o NISS? Viva o Simplex!

Sabe o que é o NISS (Número de Identificação de Segurança Social)? Eu não sabia até há uns dias, quando recebi uma carta da ADSE a dizer (em linguagem de gente): Devemos-lhe uma certa quantia referente a cuidados de saúde prestados ao seu familiar X, mas não é possível fazer a transferência bancária enquanto não actualizar o respectivo NIF. Estranhei, porque foi a primeira vez que tal aconteceu em mais de 50 anos. OK, pensei eu, bora lá actualizar a ficha de X através do Atendimento Online da ADSE. Afinal havia outro número... que era preciso, o NISS, sem o qual o programa informático pura e simplesmente não deixa actualizar o NIF! Perguntei-me: como o meu familiar X nunca teve qualquer ligação à Segurança Social, por que razão me pedem o NISS? Mas, OK, pensei eu de novo, bora lá procurar o NISS. Resumindo: Ao fim de muitas e várias diligências, ainda não o encontrei... A ideia que tenho é que há aqui uma pescadinha com o rabo na boca. Um dia hei-de contar a história desta missão (até agora) impossível! Entretanto, a ADSE tem na sua posse (há 3 meses) dinheiro que me pertence, porventura a ganhar juros...

Que poderia dizer a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa em relação a esta história? Não sei o que pensar, porque ela própria foi há dias ao Parlamento contar aos deputados o caso da sua mãe, de 94 anos, que recebeu uma carta da Segurança Social em que lhe era pedida informação sobre a sua situação contributiva e documentos pessoais como a cópia do cartão de cidadão. Tudo escrito numa linguagem complexa e em que eram invocados vários artigos de leis diferentes. Como o caso da sua mãe prendeu a atenção dos deputados, a ministra aproveitou para concluir: “O Simplex serve também para isto, para que pessoas de 94 anos não sejam surpreendidas por cartas que não conseguem descodificar, por pedidos de documentos que não sabem onde encontrar, e por pedidos de documentos que estão na posse da administração”.

Todos ficamos à espera, incluindo certamente a própria ministra, que o Simplex sirva para alguma coisa! Eu ainda não tenho 94 anos, mas deverei esperar sentado?

sexta-feira, 3 de junho de 2016

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Obama, Hiroshima e o Nuclear

O que é a Paz? 
Ouvir o mar(Lúcia) 
Ver o sol a nascer… (Luca)
Respostas de crianças do  
Jardim de Infância do Vimeiro
 
Meu artigo (O MIRANTE, 31.Mai.2016)
[...] Houve quem visse na visita de Obama uma oportunidade para os Estados Unidos pedirem desculpa ao Japão. Todavia, a relação entre países, sobretudo em contexto de guerra, não passa por pedidos de desculpa a posteriori. Se assim fôsse, ainda hoje andavam os países a pedir desculpa uns aos outros por malfeitorias passadas, as quais, não esqueçamos, terão ocorrido em certas circunstâncias. A própria Igreja Católica levou quase 400 anos a reconhecer que Galileu Galilei foi injustamente condenado pela Inquisição.
Como escreveu um dia o Professor António Manuel Baptista, “o problema da sobrevivência é aquele que determina poderosamente todas as prioridades”. Dito isto, há que reconhecer que a visita de Obama a Hiroshima teve um carácter simbólico, onde o não-dito fica implícito no gesto praticado e tem mais valor do que um discurso formal. [...]

quarta-feira, 1 de junho de 2016