sábado, 14 de maio de 2016

Quantos votariam nele?

Apenas 2% dos brasileiros votariam em Michel Temer numas eleições presidenciais, revelou uma sondagem do Instituto Datafolha. Ver aqui.


A geringonça vai andando...

Ilustração encontrada aqui
Um-dia-o-governo-irá-acabar
São José Almeida

[...] Um coisa é pensarmos de forma diversa até mesmo oposta e debatermos salutarmente as nossas diferenças, outra é querer ignorar os direitos dos outros a terem opinião política e ideologia próprias e a governarem segundo elas.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Là-bas on se mélange!

José Vítor Malheiros
[...] A actual discussão teve um mérito. Provou uma das razões por que o Estado deve manter uma rede escolar pública, onde se ministra um ensino que não segue “quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas” que não sejam o primado dos direitos humanos e da lei, em vez de, por exemplo, subcontratar escolas privadas para o fazer. É que as escolas privadas, que têm todo o direito de ser ideológicas ou confessionais, para além da selecção de alunos que praticam têm uma enorme dificuldade em manter a neutralidade que se exige à República. E isso viu-se neste confronto, onde não só pais mas também directores e professores das escolas privadas instrumentalizaram os alunos menores em defesa das suas posições ideológicas e dos seus interesses privados, numa demonstração rara de falta de escrúpulos.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Pelo Ensino, atenção às vozes da razão


Ao-actual-ministro-da-Educação
António Carlos Cortez 
Continuar provincianamente a alterar o que há de bom e insistir em ensinar um Acordo Ortográfico absolutamente absurdo, eis o que o Sr. Ministro, com coragem e lucidez, deve ter em conta. [...]
Santana Castilho, Maria do Carmo Vieira, em tempos o próprio Vasco Graça Moura, Helena Buescu, entre tantas outras personalidades, têm visto sob vários ângulos as consequências de uma educação por demais falha de coerência e objectivos claros. [...]

Jovem canadiano descobre cidade maia


William Gadoury
Notícia do Journal de Montréal

Un Québécois de 15 ans a découvert une nouvelle cité maya jusque-là méconnue grâce à sa théorie selon laquelle cette civilisation choisissait l’emplacement de ses villes selon la forme des constellations d’étoiles.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Tudo como dantes...


Uma-causa-socialmente-fracturante: abolir-o-tratamento-por-"dr."
Paulo Rangel
Deixo aqui, mais uma vez, a proposta de inovação social, sociologicamente fracturante, de abolição do tratamento das pessoas com base na sua qualificação académica.

Nota: Em 1988 publiquei no jornal O MIRANTE um artigo sobre esta matéria. Tudo como dantes...

Êxito de um Português na Noruega



CV de Rómulo Pinheiro

Recebi hoje a informação de que o meu sobrinho Rómulo acaba de subir o degrau equivalente a “catedrático” (full professor) na Universidade de Adger, onde é professor e investigador. 
Parabéns!



sábado, 7 de maio de 2016

(Des)Acordo Ortográfico (III)

A-reversão-mais-valiosa-para-o-futuro: acabar-com-o-AO
José Pacheco Pereira

O Acordo Ortográfico não é ciência, nem lei, é política. Como política, é prejudicial à nossa cultura a nível nacional e como elemento de política externa é um acto político clamorosamente falhado e cujas consequências do seu falhanço caem essencialmente sobre Portugal. O Presidente teve a coragem de levantar o assunto, convinha agora dar ao seu acto a força da opinião pública.

Notícias de Itália

A minha filha Maria Helena, que é Educadora no Jardim de Infância do Vimeiro, encontra-se em Itália numa acção de formação de âmbito europeu, que termina hoje. É de lá que nos enviou estas (e outras) fotos.  Não resisto a publicar individualmente a foto de uma colega polaca, porque, diz a Lena, a Izabella é uma verdadeira polishglota, como lhe chamamos por brincadeira. No primeiro dia da formação apresentou-se com uma t-shirt que dizia "I speak polish. What is your superpower?":))




sexta-feira, 6 de maio de 2016

(Des)Acordo Ortográfico (II)

O-ministro-é-sereno
Nuno Pacheco

[...] Na verdade, o que importa que milhares de crianças estejam, há uns bons quatro anos, a aprender disparates na escola? É algo que perturbe a serenidade do ministro? Ou do Governo? Absolutamente nada. Outra personagem sereníssima, Malaca Casteleiro, veio juntar-se à calmaria, dizendo aceitar (sim, porque em matéria de AO é ele quem manda) que se venha a proceder a “correcções de conteúdo”, mas só quando os países em falta o ratificarem. Tomem nota: as incongruências e deficiências que o AO tem e todos lhe reconhecem, até os seus apoiantes, vão continuar a ser ministradas às criancinhas e ao povo por enquanto houver um governo sereno e um senhor que até tem o desplante de querer mandar no Presidente da República. Isto é fogo, não é só fumaça.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

(Des)Acordo Ortográfico

Foto encontrada aqui
Editorial (Público, 05.Maio.2016)
[...] Há problemas, muitos, na mesa: o problema legal (que tem vindo a ser apontado por juristas), o problema técnico (o AO tem erros crassos que até os seus apoiantes reconhecem, sem que tenham mexido um dedo para os corrigir nestes anos), o problema internacional (só Portugal e o Brasil o aplicam, de facto, e parcialmente; os restantes países, ou fingem aplicá-lo, ou o ignoram por mil e uma razões: desmotivação, falta de meios, oposição aberta ou velada), o problema dos objectivos não cumpridos (unificação da grafia, inexistente; ou o mercado “comum” de edições únicas, uma quimera já comprovada pela prática) e o problema, esse bem mais grave, do ensino: estão a ser ensinadas coisas às crianças que era suposto já terem sido emendadas e não o foram. “Pior do que isto era não ter acordo algum”, dizem os defensores do AO90. Não. Pior é ter este acordo e ter de suportá-lo como cruz de um calvário que alguém reservou só para nós, mesmo sem qualquer razão válida que o sustente.

Maria do Carmo Vieira
[...] Invocando de novo, Senhor Ministro, a sua qualidade de investigador, exigente e rigoroso, porque assim se caracteriza toda a investigação, concordará decerto que a Nota Explicativa do AO de 90 carece precisamente de exigência e de rigor, havendo ainda a notar casos anedóticos na sua redacção. O caos na ortografia da língua portuguesa está patente em todo o lado, indo-se para além do que se quis impor, como poderá verificar na frase que transcrevo “[…]. A nossa Saudade é, de fato, única, […]” (in programa de “Música Sem Fronteiras”), um entre milhares de exemplos que diariamente encontramos. [...]